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Arábia Saudita reporta ataque com drone a instalações de petróleo

AFP
Foto de arquivo mostra os tanques de petróleo em Haradh, cerca de 280 km a sudoeste da cidade petrolífera saudita de Dhahran Imagem: AFP

2019-05-14T08:58:05

14/05/2019 08h58

A Arábia Saudita informou que drones carregados de explosivos atingiram unidades de extração de petróleo na região de Riad hoje, no que o governo chamou de ato de terrorismo, dois dias após navios petroleiros sauditas serem sabotados na costa dos Emirados Árabes Unidos.

O ministro da Energia do maior exportador de petróleo do mundo, Khalid al-Falih, disse que um ataque a duas unidades não interrompeu a produção da commodity nem a exportação de petróleo ou produtos derivados.

O ministro afirmou, em comentários televisionados pela mídia estatal, que os dois ataques recentes ameaçaram o abastecimento global de petróleo e comprovaram a necessidade de combater "grupos terroristas por trás desses atos tão destrutivos", incluindo a milícia Houthi, apoiada pelo Irã no Iêmen.

Administrada pelos houthis, a Masirah TV citou uma autoridade militar hoje dizendo que os houthis haviam lançado ataques com drones em "instalações sauditas vitais". Uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita combate os houthis no Iêmen há quatro anos.

O ataque de hoje e a operação contra embarcações comerciais ao longo da costa dos Emirados Árabes Unidos ocorreram no domingo, à medida que os Estados Unidos e o Irã trocavam farpas sobre as sanções e a presença militar dos EUA na região.

Os Emirados Árabes Unidos não revelaram detalhes sobre a natureza do ataque a navios próximo de Fujairah, região vizinha ao Estreito de Ormuz, nem culparam qualquer parte ou país.

O Irã foi um dos principais suspeitos de sabotagem no domingo, apesar de Washington não ter provas conclusivas, disse um funcionário norte-americano familiarizado com a inteligência dos EUA na segunda-feira.

O Irã negou envolvimento e descreveu o ataque aos quatro navios comerciais como "preocupante e terrível". O país pediu uma investigação.

O embaixador dos EUA na Arábia Saudita disse que Washington deveria aceitar o que chamou de "respostas razoáveis após a guerra", após determinarem quem estava por trás dos ataques perto de Fujairah.

"Precisamos fazer uma investigação completa para entender o que aconteceu, por que isso aconteceu e, em seguida, chegar a respostas razoáveis após a guerra", disse o embaixador John Abizaid a repórteres na capital saudita em comentários publicados nesta terça-feira.

"Não é de interesse (do Irã), não é do nosso interesse, não é do interesse da Arábia Saudita ter um conflito."

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