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Líder trabalhista Corbyn diz ter documento confidencial que expõe "fraude" de Johnson no Brexit

3.out.2019 - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson - Henry Nicholls - 3.out.2019/Reuters
3.out.2019 - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson Imagem: Henry Nicholls - 3.out.2019/Reuters

06/12/2019 11h01

O líder trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, disse hoje que obteve um documento confidencial do governo que mostra que haverá verificações alfandegárias entre a Irlanda do Norte e a Grã-Bretanha nos termos do acordo de separação do Reino Unido da União Europeia negociado pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

"Esta é a prova fria e incontestável que mostra categoricamente o impacto que o acordo danoso de Johnson para o Brexit terá em grandes partes de nosso país", disse Corbyn em um discurso feito em Londres.

Juntos, Irlanda do Norte e os países da ilha da Grã-Bretanha —Inglaterra, Escócia e País de Gale— formam o Reino Unido.

A principal mensagem de campanha de Johnson para a eleição da semana que vem é que ele "fará o Brexit acontecer", três anos após o referendo de 2016, mas Corbyn disse que o slogan é enganoso.

Segundo ele, o premiê quer que os britânicos votem sem conhecer os fatos, dizendo que o documento governamental vazado revelou que haverá declarações alfandegárias e verificações de segurança na fronteira da Irlanda do Norte com a Grã-Bretanha, o que afirmou contradizer a afirmação de Johnson de que não haverá fronteira no mar da Irlanda.

Johnson respondeu às alegações de Corbyn dizendo que não tinha visto o documento, mas o descreveu como "absurdo". Uma alta fonte do governo disse que o documento foi escrito por uma autoridade júnior da administração, e não foi formalmente aprovado.

O plano dos trabalhistas para o Brexit é negociar um novo acordo com a UE para incluir uma união alfandegária e depois realizar outro referendo para decidir se ele é aceito ou não — mas o próprio Corbyn prometeu permanecer neutro.

"Assim que a decisão for tomada, precisaremos de um primeiro-ministro capaz de falar com os dois lados se for para unirmos o país", disse Corbyn. "Acho que todos nós já estamos fartos desta divisão ".

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