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China nega exigir testes de covid-19 com amostra anal de diplomatas dos EUA

"Até onde sei... a China jamais pediu que pessoal diplomático dos EUA radicado na China passe por exames de amostra anal", disse o porta-voz da chancelaria - Reuters
"Até onde sei... a China jamais pediu que pessoal diplomático dos EUA radicado na China passe por exames de amostra anal", disse o porta-voz da chancelaria Imagem: Reuters

Gabriel Crossley

Em Pequim

25/02/2021 08h32

O Ministério das Relações Exteriores da China negou hoje que diplomatas dos Estados Unidos em seu país foram instruídos a passar por exames de covid-19 com amostra anal na esteira de reportagens segundo as quais alguns se queixaram do procedimento.

Ontem, o veículo de mídia norte-americano Vice citou uma autoridade do Departamento de Estado segundo a qual o exame foi feito por engano e a China suspenderá tais exames em diplomatas dos EUA.

"Até onde sei... a China jamais pediu que pessoal diplomático dos EUA radicado na China passe por exames de amostra anal", disse o porta-voz da chancelaria, Zhao Lijian, em uma coletiva de imprensa diária em Pequim.

Em um email à Reuters, um representante do Departamento de Estado disse que o órgão está "comprometido a garantir a segurança e a proteção de diplomatas americanos e suas famílias, e ao mesmo tempo preservar sua dignidade".

Algumas cidades chinesas usam amostras tiradas do ânus para detectar possíveis infecções em meio a uma intensificação de exames durante uma onda de surtos regionais antes dos feriados do Ano Novo Lunar.

Exames com amostras anais podem garantir a detecção de infecções, já que vestígios do vírus ficam em amostras fecais, ou amostras anais poderiam continuar detectáveis por um período mais longo do que aquelas do trato respiratório, disse um médico de doenças respiratórias de Pequim à televisão estatal no mês passado.

Os exames fecais também podem ser mais eficazes na detecção de infecções em crianças pequenas e de colo, já que suas fezes têm uma carga viral maior do que a dos adultos, disseram pesquisadores da Universidade Chinesa de Hong Kong em um estudo publicado no ano passado.

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