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Política

Conteúdo publicado há
5 meses

Ao citar "problema" a 10 mil km, Bolsonaro defende equilíbrio e diz que Brasil não entrará em aventura

Ricardo Brito

Em Brasília

04/03/2022 13h08

Em uma referência indireta à invasão da Ucrânia pela Rússia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou hoje que existe um "problema" a 10 mil quilômetros do Brasil e que o país terá uma postura de equilíbrio, isenção e respeito a todos, sem entrar em uma aventura.

"Hoje temos um problema a 10 mil quilômetros daqui e a nossa responsabilidade, em primeiro lugar, é com o bem-estar do nosso povo. A nossa postura tem mostrado para o mundo como estamos agindo neste episódio. Estamos conectados com o mundo todo e o equilíbrio, a isenção e o respeito a todos se faz valer pelo chefe do Executivo", disse.

"O Brasil não mergulhará numa aventura, o Brasil tem o seu caminho, respeita a liberdade de todos, faz tudo pela paz, mas em primeiro lugar temos que dar exemplo para isso", emendou ele, em cerimônia que oficializa contrato de concessões de rodovias em São Paulo.

Desde o início da guerra, na semana passada, Bolsonaro tem defendido uma postura de neutralidade no conflito no leste europeu. Ele já alegou em várias ocasiões a dependência do Brasil de fertilizantes vindos da Rússia, país onde se reuniu com o presidente Vladimir Putin antes do início do conflito.

Apesar da posição pessoal do presidente, a chancelaria brasileira tem condenado em encontros da Organização das Nações Unidas a invasão russa da Ucrânia.

Economia

No discurso, Bolsonaro afirmou que medidas adotadas pelo seu governo salvaram a economia.

"Apesar das críticas virem de todos os lados, hoje vocês veem que nós acertamos em nossa política. Salvamos a economia como salvamos muitas vidas com recursos que enviamos para Estados e municípios", disse.

O comentário do presidente foi feito poucas horas depois de o IBGE divulgar que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 4,6% em 2021. Foi a maior taxa desde 2010, mas diante de uma base baixa de comparação devido ao impacto maior da pandemia no ano anterior.

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