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Buscando apoio para reeleição, Netanyahu receberá visita de Bolsonaro em Israel

28.dez.2018 - Benjamin Netanyahu e Jair Bolsonaro se cumprimentam no Rio de Janeiro - Fernando Frazao/Agência Brasil
28.dez.2018 - Benjamin Netanyahu e Jair Bolsonaro se cumprimentam no Rio de Janeiro Imagem: Fernando Frazao/Agência Brasil

28/02/2019 15h01

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fará uma visita a Israel antes das eleições legislativas no país, de acordo com anúncio feito nesta quinta-feira (28) pelo governo israelense. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vai tentar um quinto mandato e a passagem do chefe de Estado brasileiro pode representar um apoio à sua candidatura.

A visita deve ocorrer entre o dia 31 de março e 4 de abril, segundo o ministro israelense das Relações Exteriores. Bolsonaro, que tomou posse em janeiro em presença de Netanyahu, já demonstrou proximidade com a direita israelense.

"Mais do que parcerias, seremos irmãos no futuro, na economia, tecnologia, e tudo aquilo que possa trazer benefício para os dois países", declarou Bolsonaro ao receber Netanyahu no Forte de Copacabana no dia 28 de dezembro de 2018. "É difícil acreditar que não nos encontramos antes. Por que a irmandade, a aliança que você mencionou é real e pode nos levar muito longe. Israel é a terra prometida, o Brasil é a terra das promessas", respondeu o primeiro-ministro.

Seguindo a linha dos Estados Unidos, o presidente brasileiro chegou mesmo a fazer alusão à transferência da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, mas sem confirmar uma data. O vice-presidente brasileiro, Hamilto Mourão, já refutou a afirmação, dizendo que no momento isso não fazia parte dos projetos brasileiros. A perspectiva de transferência da embaixada brasileira preocupa os exportadores, que temem perder acesso a grandes mercados nos países árabes, sobretudo de carne.

Governos de extrema direita alinhados

Jair Bolsonaro não é o único em quem Benjamin Netanyahu está apostando para buscar apoio em sua campanha. Desde o começo de fevereiro de 2019, fotografias do primeiro-ministro israelense apertando a mão do presidente americano, Donald Trump, começaram a ser espalhadas por Israel.

Netanyahu, que se diz muito próximo de Trump, tem explorado a seu favor a decisão americana, de maio 2018, de transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. A medida provocou a reprovação da comunidade internacional e a ira dos palestinos.

A comunidade internacional considera ilegal a anexação de Jerusalém Oriental por Israel, que ocupa desde 1967 esse território reivindicado pelos palestinos. Por essa razão, a decisão de Washington de mudar sua representação diplomática foi alvo de críticas.

O mesmo tema é explorado em um vídeo divulgado pelo partido governista Likud, no qual Trump é visto referindo-se à transferência de sua embaixada. O premiê israelense, no poder há 10 anos, convocou eleições antecipadas em 9 de abril. As pesquisas de intenção de voto o apontam como favorito.

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