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PM reforça segurança e ônibus voltam a circular à noite em São Luís

Do UOL, em Maceió

06/01/2014 21h14

Os ônibus de São Luís voltaram a circular à noite. A decisão veio após reunião, na noite desta segunda-feira (6), entre Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão, Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito e a PM (Polícia Militar).

Policiamento é reforçado no Maranhão após onda de ataques

No fim de semana, após a onda de ataques na sexta-feira (4), que deixou uma criança morta e quatro feridos, os moradores ficaram sem transporte no sábado e domingo à noite.   

O motivo foi o medo dos rodoviários de novos atentados. Naquele dia, quatro ônibus foram atacados e incendiados.

Nesta noite, após a reunião, a categoria decidiu recolocar a frota na rua com a definição de ações em pontos de movimentação e paradas de ônibus.

"A PM garantiu que vai fazer todo o esforço, e nós demos um voto de confiança. O problema é que, às 19h, muitos ônibus foram recolhidos, e os poucos que estão rodando estão vazios. Mas decidimos voltar hoje, e amanhã tudo será normalizado", disse o presidente do Sindicato, Gilson Coimbra.

Domingo (5), o secretário-adjunto de Segurança Pública do Maranhão, Laércio Costa, afirmou que a PM reforçou, com homens ainda em treinamento, a segurança nos pontos finais de ônibus de São Luís, após os ataque.

"Nós estamos empregando os 700 homens da PM que estão no estágio operacional no efetivo, principalmente nos pontos finais de ônibus, onde estamos identificando essa ação", disse.

Ataques

De dentro do Complexo Prisional de Pedrinhas, em São Luís, detentos comandaram ataques a quatro ônibus e duas delegacias, entre a noite da sexta-feira (3) e sábado (4), que resultaram em uma criança morta e quatro feridos. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, o comando dos ataques partiu de prisioneiros do Complexo de Pedrinhas.

O local registrou 60 mortes em 2013 e relatórios do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) apontaram a atos de “violência extrema” e a ocorrência de estupros em mulheres de presos que não são chefes de setor ou líderes.

O governo nega os dados do relatório e o trata como “fraude grosseira”. Desde o último dia 27, a Polícia Militar assumiu o complexo em 27 de dezembro. Apesar da ação, ele já registrou duas mortes em menos de 24 horas neste ano.

Nesta tarde, o governo maranhense informou que vai transferir líderes de facções criminosas para presídios federais, acatando a oferta feita pelo Ministério da Justiça.