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Marinha grega encontra 2 meninas mortas no 1° dia do acordo entre UE e Turquia

Bote com os corpos das duas meninas foi achado na costa da Grécia - Petros Giannakouris/AP
Bote com os corpos das duas meninas foi achado na costa da Grécia Imagem: Petros Giannakouris/AP

Em Atenas (Grécia)

20/03/2016 07h54

A guarda litorânea grega encontrou na manhã deste domingo os corpos sem vida de duas meninas, de um e dois anos de idade, que caíram de uma embarcação com refugiados perto da ilha de Rodas, as primeiras vítimas mortais no mar Egeu após a entrada em vigor do acordo entre a UE (União Europeia) e a Turquia.

No bote, viajavam entre 35 e 40 pessoas, segundo as primeiras informações oferecidas pela guarda costeira, que disse que os corpos das meninas estavam flutuando em alto-mar.

A fronteira marítima está fechada aos imigrantes irregulares que chegam à Grécia desde a Turquia, em virtude do citado acordo. Durante as passadas 24 horas e até as 8h --hora local-- de hoje (3h, em Brasília), chegaram 875 refugiados às ilhas, segundo os dados publicados neste domingo pelo centro de gestão da crise do governo.

Transferência

O governo grego começou, na tarde de sábado (19), a transferir todos os migrantes e refugiados desde as ilhas ao continente, para assim poder desafogar os centros de registro. A partir de hoje, esses centros nas ilhas de Lesbos, Quios, Kos, Samos e Leros se transformam no destino final da viagem, pois lá os imigrantes e refugiados deverão optar pela solicitação de asilo na Grécia ou ser devolvidos à Turquia.

Cada caso será analisado de forma individual, por isso que as primeiras devoluções não ocorrerão antes de duas semanas.

Depois da transferência de 2,5 mil pessoas desde Lesbos ontem ao porto setentrional de Kavala. Nesta manhã, zarpou novamente uma balsa com 1.300 refugiados a bordo, com o mesmo destino. Hoje, também chegaram cerca de 1.600 refugiados da ilha de Quios a Elefsina, cidade portuária na região capitalina de Ática.

As cerca de 50 mil pessoas que se encontram na Grécia deverão optar por se inscrever no programa de realocação para outros países da UE, que continua sendo voluntário e até agora quase não obteve resultados.

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