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Amor ou cilada? Bloco Desliga e Vem faz pós Carnaval com pagode 90 em SP

Bloco Desliga e Vem - Diego Padgurschi/UOL
Bloco Desliga e Vem Imagem: Diego Padgurschi/UOL

Sara Puerta

Colaboração para o UOL

09/03/2019 15h02

Não foi o momento de encostar o glitter e as fantasias no armário ainda. Longe da agitação dos super trios que estão acontecendo hoje e amanhã em São Paulo, o Bloco Desliga e Vem desfilou pelas ruas de Pinheiros, na zona oeste, com um repertório dedicado ao pagode dos anos 90.

Entre os foliões, os acessórios preferidos estavam tiaras como referências aos hits do estilo: o famoso "didididiê" da música "Cheia de Manias", do Raça Negra, "A Barata da Vizinha", do Só Pra Contrariar, e Amor x Cilada, do Grupo Molejo.

O bloco não estava lotado, mas foi muito animado, atraindo um público jovem, sem nostalgia, que curte o som. As amigas Juliana Sartori, 25, jornalista e Giuliana Pimentel, 24, estavam no Rio de Janeiro, durante o Carnaval, e guardaram fôlego para o pós de São Paulo. "Esse bloco é muito animado. Muito divertido, sem muvuca e com segurança", disse Juliana.

Bateria de muitos blocos

Os 40 integrantes da bateria do Desliga e Vem fazem parte de outros blocos, e dedicam sua "ressaca" ao bloco pagodeiro, que está em seu segundo ano. E pretende seguir essa ideia de desfilar sempre aos sábados de pós Carnaval.

A arquiteta Ana Cristina Queiroz, 56, toca há quatro anos no Bangalafumenga e esse ano estreou no Desliga. "Tocar percussão era um sonho antigo e me faz muito bem, me deixa feliz. Os blocos têm diversos projetos paralelos e acaba sendo uma dedicação do ano inteiro", conta a arquiteta, que toca chocalhou, nasceu na Paraíba, morou no Rio de Janeiro, mas passou a viver o Carnaval em São Paulo, onde mora atualmente.

Dayane Gusso Miranda, 33, também arquiteta e uma das fundadoras do bloco, conta que a ideia saiu de uma brincadeira entre amigos, durante um churrasco. "O pessoal do bloco 'Chinelo de Dedo' disse que, se a gente criasse um bloco de pagode, o mestre iria reger a bateria, porque ele sempre recebia pedidos para tocar esse estilo, e eles são voltados para o samba raiz. A partir daí chamamos nossos amigos de outros blocos para formar a percussão".

Dayane atraiu inclusive seu próprio bloco esse ano. Um grupo de amigos de Curitiba, sua terra Natal, veio ao desfile com uma camiseta escrita "Bloco da Day".

Vendedores estratégicos

Trabalhando no Carnaval de São Paulo pelo quarto ano consecutivo, Silvio Martins, 39, e Elias Sebastião, 24, escolheram as ruas de Pinheiros dessa vez para vender as bebidas. "É mais tranquilo, mais seguro e muito mais família. Da Avenida Faria Lima preferimos distância esse ano", conta Silvio, que é professor da rede pública e está em greve no momento contra a Reforma da Previdência dos servidores públicos municipais.

Cadastrados pela Prefeitura, Silvio comenta que o maior perrengue está no peso que tem que carregar com a mercadoria. "Existe muita camaradagem entre nós, ambulantes. A concorrência é algo que não acontece, tem espaço para todos", afirma ele, que diz que os foliões consumiram mais esse ano, mas as bebidas estavam mais caras para comprarem, embora chegassem ao consumidor final sem inflação em relação ao ano passado.

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