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Balaio do Kotscho

Redes bolsonaristas convocam para ocupar STF e Congresso no 7 de setembro

Desfile de tanques e blindados passa pelo Palácio do Planalto, em Brasília: este ano, o desfile militar foi antecipado para o dia 10 de agosto - Adriano Machado/Reuters
Desfile de tanques e blindados passa pelo Palácio do Planalto, em Brasília: este ano, o desfile militar foi antecipado para o dia 10 de agosto Imagem: Adriano Machado/Reuters
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Ricardo Kotscho

Ricardo Kotscho, 72, paulistano e são-paulino, é jornalista desde 1964, tem duas filhas e 19 livros publicados. Já trabalhou em praticamente todos os principais veículos de mídia impressa e eletrônica. Foi Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República (2003-2004). Entre outras premiações, foi um dos cinco jornalistas brasileiros contemplados com o Troféu Especial de Direitos Humanos da ONU, em 2008, ano em que começou a publicar o blog Balaio do Kotscho, onde escreve sobre a cena política, esportes, cultura e histórias do cotidiano

Colunista do UOL

20/08/2021 15h31

A grande teia de redes bolsonaristas na internet está a mil por hora convocando os devotos da seita para uma grande manifestação, "se Deus quiser, com mais de milhão", no dia 7 de setembro, em Brasília.

O vídeo mais assustador é o de um cidadão que se apresenta como "coronel Azim", detalhando as ações que estão sendo programadas para "adentrarmos o STF e o Congresso Nacional".

Em 7 minutos de gravação, o dito coronel da reserva cita outros militares envolvidos na operação "cívico-militar" e explica num "papo reto" como eles pretendem se organizar em grupos de 100 pessoas cada, sempre sob o comando de um militar.

Dirigindo-se "aos verdadeiros patriotas, o nosso cantor Sergio Reis, todos os caminhoneiros e todos do agronegócio", ele diz que o objetivo é "forçar a ação do nosso presidente e das Forças Armadas. Chega de mimi, chegou a hora de agir".

Como se estivesse lendo uma ordem do dia, com muitos erros de concordância, o coronel alerta que não basta agitar bandeirinhas e ficar nos acampamentos que estão sendo organizados em Brasília.

"Vamos na paz, mas caso queiram nos impedir, teremos que enfrentá-los. Vamos atropelá-los", ameaça.

Bem que uma guarnição da Polícia Federal que trabalha no inquérito dos atos antidemocráticos aberto no STF, poderia fazer uma visita ao "coronel Azim" para ouvi-lo sobre os seus planos para o 7 de Setembro. Nunca é demais prevenir.

Na sexta-feira, Bolsonaro confirmou que comparecerá aos atos do Dia da Independência, que ele chamou de "último recado", em Brasília e São Paulo.

Em seu pensamento oblíquo e português capenga, comunicou a seus apoiadores, no "cercadinho" do Alvorada, que vai hastear a bandeira às 8h e, às 10h, estará na Esplanada, onde pretende falar. O que pretende dizer no "último recado", não antecipou.

"Pretendo usar a palavra. Não é uma palavra de ameaça a ninguém. Estaremos em São Paulo fazendo a mesma coisa. Pode ter certeza, vamos ter uma fotografia para o mundo do que vocês querem. Eu só posso fazer uma coisa se vocês assim o desejarem".

Qual será essa "coisa" ninguém sabe, mas pelos seus últimos pronunciamentos dá para imaginar.

Em mensagem compartilhada na sua rede social no último sábado, falava-se em "contragolpe", como se o golpe já tivesse sido dado pelo Supremo Tribunal Federal, ao enquadrar na lei Bolsonaro e os bolsonaristas.

Pelo jeito, o 7 de Setembro deste ano promete fortes emoções e será inesquecível, um divisor de águas na nossa frágil democracia.

As convocatórias para as manifestações são cada vez mais ameaçadoras _ e ainda faltam 17 dias para o 7 de Setembro.

Preparem seus corações. As "coisas" sempre podem piorar.

Vida que segue.

"