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Carolina Brígido

REPORTAGEM

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Bolsonaro garante a André Mendonça que não tem plano B para STF

O candidato ao STF André Mendonça e o presidente Jair Bolsonaro - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O candidato ao STF André Mendonça e o presidente Jair Bolsonaro Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Carolina Brígido

Escreve sobre Judiciário, especialmente o STF, desde 2001. Participou da cobertura do mensalão, da Lava-Jato e dos principais julgamentos dos últimos anos. Foi repórter e analista do jornal "O Globo" de 2001 a 2021. Foi colunista a revista "Época" de 2019 a 2021.

Colunista do UOL

15/09/2021 19h15Atualizada em 15/09/2021 22h20

Na reunião que teve hoje com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto, o ex-advogado-geral da União André Mendonça ouviu do presidente Jair Bolsonaro que não tem plano B para o STF (Supremo Tribunal Federal). Apesar da resistência ao nome de Mendonça no Senado, o presidente disse a ele que manterá a indicação do aliado para ocupar a vaga aberta na Corte com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello em julho.

Entre os presentes, estavam bispo Abner Ferreira, pastor Samuel Câmara, bispo Rodovalho, Silas Malafaia e Bispo Rodovalho. Além das lideranças evangélicas, foram à reunião os senadores Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Carlos Viana (PSD-MG), Eduardo Girão (Podemos-CE), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Zequinha Marinho (PSC-MA) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Antes de sentar-se na cadeira do STF, Mendonça precisa ser sabatinado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e, depois, aprovado em votação no plenário da Casa. A colegas, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), teria se comprometido a conversar com o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para tentar convencê-lo a agendar para o quanto antes a sabatina.

O cenário de ataques de Bolsonaro ao STF e seus ministros tem adiado a sabatina de Mendonça. Para senadores, não há clima para falar da vaga na Corte diante de tantos atritos. O ponto alto foi nos discursos proferidos pelo presidente em Sete de Setembro. Bolsonaro disse que não cumpriria ordens de Alexandre de Moraes. Depois, apresentou uma carta de recuo, dizendo que falou tudo "no calor do momento".

Faz uma semana que Bolsonaro não ataca o STF. Um dos objetivos da suposta trégua é pavimentar o caminho de Mendonça no Senado para poder chegar ao tribunal.