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Chico Alves


Por que o deputado Coronel Tadeu foi barrado na reunião bolsonarista?

Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

13/11/2019 17h53

O deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) passou pelo constrangimento de ser convidado para a reunião de ontem, em que Jair Bolsonaro anunciou que deixaria o PSL, e depois ser desconvidado. Apesar de fazer juras de amor a Bolsonaro, Tadeu é visto como unha e carne do senador Major Olímpio (PSL-SP). Esse é o motivo de ter sido barrado no baile.

O deputado, um ex-PM paulista, mantém posição dúbia desde o início da crise entre bolsonaristas e bivaristas em seu partido. Criticou os parlamentares que anunciaram que vão bater em retirada, chegou a dizer que o que querem é um "dinheirinho" e apoiou o colega Delegado Waldir na disputa com Eduardo Bolsonaro pela liderança do partido na Câmara. Ao mesmo tempo, sempre teve palavras de elogio ao presidente da República.

Tadeu é movido a declarações bizarras. Foi ele que escreveu no Twitter "Não vejo a hora de Lula morrer", no dia seguinte à decisão do STF que resultou na libertação do ex-presidente. Em maio, teve que responder ao Conselho de Ética da Câmara por dizer que o ex-governador paulista Geraldo Alckmin era "assassino de policiais".

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