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Chico Alves

Servidores da Anvisa reafirmam critérios técnicos, apesar de 'geopolítica'

Anvisa - Divulgação
Anvisa Imagem: Divulgação
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

16/12/2020 04h00

Apesar da nota divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em que foram incluídas "questões relacionadas à geopolítica" nos parâmetros de análise da liberação da vacina CoronaVac, os servidores do órgão reafirmam seguir a ciência.

"O corpo técnico agirá nos estritos ditames legais e normativos, não importando a origem da vacina ou seus insumos", disse à coluna o diretor-geral da Associação de Servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Univisa), Rodrigo Savini.

O dirigente da Univisa acredita que houve falha na comunicação. "Havendo ingresso de processos com a finalidade de autorização para uso emergencial ou de registro, o procedimento será cumprido pela área técnica", garante Savini.

A Anvisa fez ontem correção no texto divulgado na segunda-feira, em que estabelece prazo de até 10 dias para tomar decisão sobre qualquer pedido de uso emergencial de vacinas.

O trecho onde se diz que "os critérios chineses para concessão de autorização de uso emergencial na China não são transparentes" foi modificado. Agora, a nota diz que os critérios "não estão públicos" e que "não há informações disponíveis".

A alusão a questões geopolíticas, porém, continua mantida na nova versão do texto.