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Chico Alves

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Relator não descarta aumento na conta de luz com privatização da Eletrobras

Fachada da Eletrobras, no Rio de Janeiro - Pilar Olivares/Reuters
Fachada da Eletrobras, no Rio de Janeiro Imagem: Pilar Olivares/Reuters
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

16/05/2021 04h00

Em reunião realizada ontem com sete deputados da oposição, o relator da Medida Provisória de privatização da Eletrobras, Elmar Nascimento (DEM-BA), admitiu que mesmo após a conclusão do processo a possibilidade de aumento na conta de luz não está descartada. A afirmação contradiz o que o ministro das Minas e Energia, Bento de Albuquerque, tinha dito em audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, na terça-feira,11.

Nascimento falou sobre a possibilidade de secas nos reservatórios pra justificar um eventual aumento de tarifa de energia. Os representantes da oposição interpretaram que ele estava se justificando para não ser responsabilizado em relação à majoração que acontecerá. Três deputados presentes reforçaram que essa responsabilidade recairá sobre o relator.

Não é essa a única divergência sobre a privatização da Eletrobras. Nascimento revelou que quatro ministérios têm posições diferentes sobre o relatório. Essas negociações paralelas dificultam que ele chegue a um texto para apresentar à apreciação dos colegas.

A reunião foi feita a pedido dos deputados de oposição, que pedem que a matéria não seja colocada em votação nos próximos dias, como pretende o governo e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Nascimento revelou que o governo encaminha a privatização por Medida Provisória porque não conseguiria aprovar por meio de Projeto de Lei, que exige audiências públicas e mais tempo para discussão. O governo quer rapidez.