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Chico Alves

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Na disputa do Senado no RJ, Ceciliano chega a 40% quando é vinculado a Lula

Ceciliano e Lula - Reprodução/Twitter
Ceciliano e Lula Imagem: Reprodução/Twitter
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

24/05/2022 04h00Atualizada em 27/05/2022 12h15

A disputa pela vaga no Senado pelo Rio de Janeiro pode ter resultados bastante diferentes dependendo de quem seja o presidenciável a apoiar cada candidato. O grande favorito para a reeleição é Romário (PL), que na pesquisa Ipec divulgada ontem aparece com 29% no cenário com seis concorrentes. O levantamento mostra, porém, que quando Lula e Jair Bolsonaro são associados a dois dos candidatos a situação muda drasticamente.

Quando o entrevistado é informado de que Romário será apoiado por Bolsonaro, ele vai a 34%. Mas quando o petista André Ceciliano é associado a Lula, ele salta de 8% para 40%.

Em outro trecho, a pesquisa esclarece o motivo dessa mudança: no Rio, Lula tem 46% de intenções de voto e Bolsonaro 31%. Entre os 1.008 eleitores entrevistados presencialmente no estado, 49% avaliam como ruim ou péssima a gestão do presidente da República. Os que acham boa ou ótima a atuação do governo perfazem 28% dos pesquisados e 21% consideram regular.

Tanto Romário como Ceciliano têm obstáculos a superar até garantir os presidenciáveis nas suas campanhas. O ex-jogador tem como certo o apoio de Bolsonaro, mas o deputado Daniel Silveira (PTB) também quer disputar o Senado com a ajuda do presidente. Já Ceciliano teve o apoio anunciado de Lula, mas o deputado Alessandro Molon (PSB) mantém as esperanças de convencer o ex-presidente a ficar a seu lado no palanque.