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Constança Rezende


Após saída de Bolsonaro, PSL diz que recebeu 15 mil pedidos de filiação

Presidente Jair Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada -
Presidente Jair Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada
Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

09/01/2020 12h39Atualizada em 09/01/2020 15h26

O Partido Social Liberal (PSL) divulgou que houve aumento do número de filiados, após a saída do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) da sigla. Segundo levantamento do partido, obtido pelo UOL, desde novembro, foram registrados 14.817 novos pedidos de filiação.

No mesmo período, foram apresentados cerca de 750 pedidos de desfiliação em todo o país, segundo estes dados. O número representa 0,21% do total de filiados do partido, 353.795. No maior colégio eleitoral do Brasil, São Paulo, foram 50 desfiliados. Os números foram calculados pelo gerente de tecnologia da informação do PSL, Davi Khoury.

O vice-presidente do partido, Júnior Bozzella (PSL-SP), disse que os números derrubam a narrativa de pessoas ligadas ao presidente de que o partido só existe devido a sua passagem por ele.

"As pessoas nos procuram naturalmente, contrariando o discurso dessa bolha de robôs teleguiados de supostos ativistas digitais. Prova que o PSL sempre foi um partido que defende a ética e que preserva o diálogo, sem agredir ninguém. Isso sim é uma direita responsável e racional", disse.

A atualização oficial do número de filiados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) só é feita duas vezes por ano, em 12 de abril e 12 de outubro, quando o sistema da Corte processa todos os pedidos. A saída do presidente do partido ocorreu no dia 19 de novembro de 2019.

Bolsonaro deixou a sigla e hoje tenta criar um novo partido, o Aliança Pelo Brasil. Ele tem dois anos para coletar cerca de 500 mil assinaturas distribuídas em nove estados do país.