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Constança Rezende

Aras diz ter assegurado a senadores que combate à corrupção está garantido

O procurador-geral da República Augusto Aras em entrevista ao vivo ao grupo de advogados progressistas Prerrogativas - Reprodução
O procurador-geral da República Augusto Aras em entrevista ao vivo ao grupo de advogados progressistas Prerrogativas Imagem: Reprodução
Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

29/07/2020 19h47

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que assegurou aos senadores, durante a audiência fechada nesta quarta-feira (29), que o combate à corrupção está garantido em sua administração.

A reunião com os parlamentares foi realizada após a bancada que defende a Operação Lava Jato ter demonstrado preocupação com a fala de Aras de que é a hora de "corrigir rumos" para que o "lavajatismo não perdure".

"O procurador-geral não pretende se imiscuir na atividade-fim, que é onde se situa a independência funcional. Nós, da PGR, não cuidamos de fins, mas de prover meios para um combate eficiente à macrocriminalidade', afirmou aos parlamentares.

Já o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, informou aos senadores que 'o processo que estamos passando não é de extinção' dos grupos de combate à corrupção, 'mas é um processo de institucionalização".

Medeiros acrescentou que foi aberto edital, na última sexta, para membros de todo o MPF que queiram colaborar com as forças-tarefas, "o que demonstra o compromisso da administração, conforme divulgado no texto abaixo."

Os parlamentares afirmaram que, apesar da conversa "amistosa", não ficaram satisfeitos com as posições do PGR.

"As manifestações e ações do PGR militam contra o combate à corrupção, enfraquecem a credibilidade do próprio MPF e foram objeto de críticas por parte dos senadores que questionaram diretamente ao procurador-geral sobre o conteúdo de várias ilações que ele vem ventilando na imprensa e em reuniões reservadas", disse Alessandro Vieira (Cidadania-SE).