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Jamil Chade

Pela 1ª vez em 2021, Brasil deixa lista de líderes de contaminações da OMS

Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

14/09/2021 18h45Atualizada em 15/09/2021 14h07

Resumo da notícia

  • Relatório semanal da OMS sobre a pandemia trouxe desde o início da crise a lista dos cinco países com maior número de novos casos
  • O Brasil ocupou por meses local de destaque nessa lista. Mas, nesta última semana, deixou de fazer parte.
  • Na contagem geral, o Brasil é ainda o segundo maior em termos de mortes e o terceiro em número de contaminações
  • Queda de novos casos na semana no Brasil foi de 22%, contra redução de 27% em mortes
  • Números, apesar da queda, continuam sendo considerados como preocupantes e OMS alerta contra relaxamento de medidas

Pela primeira vez em 2021, o informe semanal da OMS sobre o número de novos contaminados pela covid-19 não traz o Brasil entre os seus principais destaques. Os números do país continuam elevados e o alerta da agência é para que não haja um relaxamento nas medidas de controle e distanciamento. Mas os dados revelam que o Brasil já não está mais entre os cinco locais com maior número de novos infectados na semana.

Desde o início da crise sanitária, a publicação da agência trazia uma lista com os cinco países com o maior número absoluto de novos casos, uma espécie de mapeamento para entender as tendências do vírus. Por meses, o Brasil ocupou as primeiras colocações, chegando a atingir inclusive 20% dos mortos no mundo.

Hoje, porém, a semana que foi concluída no domingo registrou 1 milhão de novos casos nos EUA, contra 256 mil no Reino Unido e 248 mil na Índia. A quarta colocação é ocupada pelo Irã, com 172 mil casos e 158 mil na Turquia.

Na 9a colocação em termos de casos novos na semana, o Brasil aparece com 118 mil novas infecções, uma queda de 22% em comparação à semana anterior. Segundo a OMS, porém, a taxa continua sendo a segunda maior das Américas, ainda que seja apenas um quarto do patamar atingido no primeiro semestre do ano.

No que se refere às mortes, a queda é ainda maior. No caso do Brasil, foram 3,1 mil óbitos em sete dias, 27% a menos que na semana anterior. Na região, os números colocaram o Brasil abaixo das mortes nos EUA, com 11,3 mil novos óbitos, e 4,6 mil no México.

Em números totais desde o início da crise, o Brasil aparece na terceira posição, com 20 milhões de casos. Em mortes, o país é o segundo maior número, com mais de 580 mil óbitos.

De acordo com a OMS, o mundo registrou a primeira queda significativa na expansão da pandemia em mais de dois meses, com redução de 13% em novos casos de pessoas contaminadas e 7% em mortes.

Mesmo assim, a agência insiste que o número de 4 milhões de novos casos entre 6 e 12 de setembro são "inaceitáveis", com 62 mil mortes.

A OMS também lamenta o aumento de mortes na África, de 7%, num sinal de que a região precisa ser atendida de forma mais adequada na distribuição de vacinas. Hoje, com 5,7 bilhões de doses já administradas, o continente africano recebeu apenas 2% do total já produzido.