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Leonardo Sakamoto

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Ciro oscila de 7% a 5% enquanto Lula reduz adversários de olho no 1º turno

 Ricardo Stuckert/Instituto Lula, José Dias/PR e José Cruz/Agência Brasil
Imagem: Ricardo Stuckert/Instituto Lula, José Dias/PR e José Cruz/Agência Brasil
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Leonardo Sakamoto

É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu conflitos armados em países como Timor Leste e Angola e violações aos direitos humanos em todos os estados brasileiros. Professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York (2015-2016), e professor de Jornalismo na ECA-USP (2000-2002). Diretor da ONG Repórter Brasil, foi conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão (2014-2020) e comissário da Liechtenstein Initiative - Comissão Global do Setor Financeiro contra a Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos (2018-2019). É autor de "Pequenos Contos Para Começar o Dia" (2012), "O que Aprendi Sendo Xingado na Internet" (2016), ?Escravidão Contemporânea? (2020), entre outros livros.

Colunista do UOL

03/08/2022 16h53

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O ex-governador Ciro Gomes (PDT) oscilou de 7%, em junho, para 6%, em julho, e 5%, em agosto, de acordo com o novo levantamento da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta (3). Como a margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos, o quadro demonstra estabilidade.

Enquanto isso, Lula (PT) oscilou de 46% para 45%, daí, 44%, e Jair Bolsonaro (PL), passou de 30%, para 31% e, agora, 32%.

"É curioso que Ciro tenha pontuado um ponto a menos em cada uma das três últimas rodadas. Tecnicamente, é impossível dizer que se trata de tendência ou acaso estatístico, mas se ele aparecer com 4% no próximo levantamento, terá perdido metade da intenção de voto mensurada em voto estimulado", avalia Felipe Nunes, diretor da Quaest, à coluna.

"Isso é o contrário do que a campanha dele gostaria neste momento", afirma.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são disponibilizados ao entrevistado, o ex-governador passou de 1% em março para 2% em abril e maio, indo novamente a 1% em junho, julho e agosto. Lula oscilou de 32% para 33%, desde junho, e Bolsonaro, subiu de 20% a 26%.

A campanha do petista aposta no voto útil do eleitorado de Ciro Gomes contra Jair Bolsonaro na reta final do primeiro turno. Ou seja, que parte dos votos do ex-governador migrariam para Lula. A guerra por esse "voto útil" tem incendiado as militâncias cirista e petista nas redes sociais.

A campanha do ex-presidente tem atuado para reduzir o número de candidatos no páreo presidencial a fim de tentar liquidar a fatura ainda no 1º turno. Nesta quarta (3), conseguiu o apoio do Pros, que lançaria Pablo Marçal (com 1% na pesquisa) - o caso deve ser judicializado. E, nesta quinta (4), pode declarar o apoio do deputado federal André Janones (Avante) - que conta com 2% e 8 milhões de seguidores no Facebook.

Nas últimas semanas, articulou pela saída do deputado Luciano Bivar (que não pontuou), presidente do União Brasil - o partido deve indicar outro nome para concorrer, sendo o mais provável o da senadora Soraya Thronicke.

E apoiou a ala do MDB, principalmente a do Nordeste, que defende o apoio a Lula ainda no primeiro turno em detrimento à candidatura da senadora Simone Tebet - que deve concorrer tendo a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) como vice. Tebet tem 2%.