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Mauricio Stycer

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Por imagem, Globo não usa a palavra "demissão" no afastamento de veteranos

O repórter Francisco José, que vai deixar a Globo após 46 anos - Reprodução
O repórter Francisco José, que vai deixar a Globo após 46 anos Imagem: Reprodução
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Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

29/11/2021 14h48Atualizada em 03/12/2021 13h54

"Saída combinada", ou "planejada" ou, ainda, em "comum acordo". É desta forma, por uma questão de imagem, que a Globo tem procurado comunicar a demissão de uma série de profissionais veteranos do departamento de jornalismo.

O processo de enxugamento de despesas e renovação profissional levou à saída, nos últimos meses, dos veteranos Alberto Gaspar, Ari Peixoto, José Hamilton Ribeiro, Eduardo Faustini e Isabela Assumpção. Nesta segunda-feira (29) foi a vez de Francisco José e Renato Machado.

O fim do vínculo profissional, não importa o regime de trabalho, ocorreu sempre por iniciativa da emissora. Em nenhum desses casos, até onde eu sei, os jornalistas pediram para sair. Concordaram com os acordos propostos pela Globo e saíram de forma amigável.

Por este motivo, não considero errado falar em "demissão". A palavra pode soar forte, mas deixa claro que houve uma decisão superior no afastamento destes veteranos, com décadas de serviços prestados. Sem entrar no mérito se as decisões foram justas ou não. É apenas uma questão de chamar as coisas pelo que elas são.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL