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Avianca Brasil pede falência à Justiça

12.mai.2015 - José Efromovich, presidente da Avianca Brasil, em seu escritório de frente para o aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo - Junior Lago/UOL
12.mai.2015 - José Efromovich, presidente da Avianca Brasil, em seu escritório de frente para o aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo Imagem: Junior Lago/UOL
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

06/07/2020 08h58Atualizada em 06/07/2020 14h33

A Oceanair Linhas Aéreas (antiga Avianca Brasil) pediu falência à Justiça.

A empresa, que estava em recuperação judicial desde 2018, disse não ter mais condições de cumprir o plano de pagamento dos credores. A dívida é estimada em cerca de R$ 2,7 bilhões.

A falência da empresa, que chegou a ter 48 aeronaves em operação, era prevista no mercado desde maio do ano passado quando a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) suspendeu todos os voos da empresa, alegando temer pela falta de capacidade da empresa para operar com segurança.

Após a decisão da Anac, o desembargador Ricardo Negrão propôs a falência da empresa por considerá-la inviável, mas a maioria dos desembargadores da 2ª Câmara de Direito Empresarial rejeitou a medida.

Em novembro, a administradora judicial Alvarez & Marsal, responsável pelo acompanhamento do plano de recuperação, recomendou a decretação da falência, apontando que não vislumbrava condições para a sua retomada.

A empresa já não detinha mais a posse de nenhuma aeronave.

Fundada em 1998, a Oceanair adotou anos depois o nome de fantasia da Avianca por meio de um acordo celebrado com a Avianca Holdings, da Colômbia.

Segundo a empresa colombiana, o contrato para o uso da marca terminou em agosto de 2019.

A Avianca Holdings diz que hoje são empresas totalmente diferentes.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.