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Tales Faria

REPORTAGEM

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Para bolsonaristas, vacinação falsa é "crime menor" maximizado para prisões

Colunista do UOL

03/05/2023 09h29

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A primeira reação dos bolsonaristas à notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro falsificou seu cartão de vacinação é de incredulidade e suspeita de atuação política da Polícia Federal.

Agentes da PF prenderam na manhã desta quarta-feira, 3, seis pessoas ligadas ao ex-presidente, incluindo seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e outras 24 pessoas.

Inicialmente os aliados de Bolsonaro evitam falar publicamente. Em reservado, contam que as versões de advogados próximos à família do ex-presidente é de que a PF está tentando aumentar a tipificação do crime que Bolsonaro e seus auxiliares teriam cometido, a fim de justificar as prisões.

Para os bolsonaristas, o governo do presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pretendem, com isso, juntar argumentos para justificar uma prisão preventiva do ex-presidente.

Os aliados de Bolsonaro afirmam que, mesmo que seja comprovada a falsificação do atestado de vacina de Bolsonaro e seus familiares, isso seria "um crime menor".

Para justificar prisões, é que a PF estaria juntando a tipificação de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

Os bolsonaristas acreditam em atuação política da PF, manipulada pelo Palácio do Planalto. Eles apontam que os aliados do presidente Lula resolveram acionar a Polícia federal em reação ao que seriam "demonstrações de força" recentes do bolsonarismo.

São citados, principalmente, o adiamento da votação do projeto contra fake News por falta de votos favoráveis na Câmara, além das manifestações em apoio ao ex-presidente nesta segunda-feira na Agrishow, em São Paulo.