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Thaís Oyama

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Bolsonaro toma Coca-cola no café da manhã e é freguês contumaz de Omeprazol

O presidente Jair Bolsonaro: soluços e acessos de tosse já interromperam falas e entrevista - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro: soluços e acessos de tosse já interromperam falas e entrevista Imagem: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Thaís Oyama

Thaís Oyama é comentarista política. Foi repórter, editora e redatora-chefe da revista VEJA, com passagens pela sucursal de Brasília da TV Globo, pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S Paulo, entre outros veículos. É autora de "Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos" (Companhia das Letras, 2020) e de "A arte de entrevistar bem" (Contexto, 2008).

Colunista do UOL

14/07/2021 10h06Atualizada em 14/07/2021 14h29

Amigos de longa data do presidente Jair Bolsonaro não se lembram de ver o ex-capitão com crises de soluço, mas contam que ele sempre teve acessos de "tosses horríveis" que atribuía a um "refluxo no estômago".

Nessas ocasiões, relatam amigos, o ex-capitão costumava recorrer a comprimidos de Omeprazol, indicado para controle da acidez gástrica, e latas de Coca-cola, na versão não diet. Bolsonaro costuma tomar o refrigerante inclusive no café da manhã.

O refluxo gastroesofágico é o retorno do ácido estomacal para o esôfago. O processo pode causar soluço, além de sensação de queimação na garganta e no peito, azia e tosse seca, principalmente depois das refeições.

"Ele sempre comeu muito mal", afirma um político que conviveu com o presidente. "Às vezes, tinha uma tosse muito feia, que era como se engasgasse".

Há 11 dias com soluço, Bolsonaro, foi internado nesta manhã no Hospital das Forças Armadas. Na última sexta-feira, sentindo-se mal, abandonou um jantar com empresários em um restaurante de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Na última live, transmitida quinta-feira, os espasmos interromperam diversas vezes a sua fala.

Em março de 2020, o presidente teve um acesso de tosse em meio a uma entrevista ao apresentador José Datena, que lhe perguntou se estava com covid-19. Bolsonaro negou e atribuiu a tosse ao seu "problema de refluxo".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL