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OEA não faz auditoria das eleições nem se reúne somente com o PT

Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Do UOL, em São Paulo

2018-10-27T17:40:46

27/10/2018 17h40

São falsas as mensagens disseminadas no WhatsApp e em redes sociais colocando sob suspeita o encontro entre representantes da OEA (Organização dos Estados Americanos) e a chapa do candidato a presidente Fernando Haddad (PT) na última quinta-feira (25) e dizendo que a organização faz a auditoria das eleições.

O objetivo da delegação da OEA é analisar aspectos como financiamento de campanha, liberdade de imprensa e participação de mulheres e minorias. O PT não foi o único partido a manter encontro com os representantes da organização. A missão internacional também se reuniu com partidos como a Rede, o PDT e o Novo. A OEA informou que tem convidado, desde agosto, a equipe de campanha de Jair Bolsonaro (PSL) para um encontro, mas nunca obteve resposta.

Ao final das eleições, a delegação produzirá um relatório com conclusões e recomendações ao Brasil e ao Conselho Permanente da OEA. O documento não tem o efeito de alterar o resultado do pleito.

É normal que missões de observação internacionais como a da OEA ouçam queixas de candidatos, o que não significa, no entanto, um endosso às críticas. Nas eleições do Paraguai deste ano, por exemplo, a missão se comprometeu a se encontrar com legendas e candidatos “para aprender sobre aspectos técnicos e reunir observações sobre as eleições”.

“As missões de observação eleitoral da OEA sempre entram em contato com todos os partidos e campanhas porque é importante escutar todas as vozes e conhecer as diferentes perspectivas sobre o processo eleitoral. O Brasil não foi uma exceção”, comunicou a OEA ao projeto Comprova.

A chefe do grupo da OEA, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla, já esteve à frente de atividades de observação de eleições no Paraguai (2018), Estados Unidos (2016) e México (2015). A organização faz trabalhos dessa natureza desde 1962 — neste período foram enviadas 250 missões a 27 países.

O projeto Comprova entrou em contato com a campanha do PSL para saber o motivo de não se reunir com a delegação da OEA, mas não obteve resposta.

O boato foi enviado ao WhatsApp do Comprova (11-97795-0022).

As peças de desinformação foram verificadas pelo “Estadão” e pelo jornal “O Povo”, além do UOL, da rádio “BandNewsFM”, do “SBT”, do “Nexo” e do “Poder360”, todos integrantes do projeto Comprova.

Neste fim de semana, a equipe do Comprova se uniu a outras cinco agências de checagens de notícias no Brasil para verificar as mensagens de conteúdo suspeito nesta reta final das eleições. A ideia de juntar forças é para ganhar mais agilidade e aumentar o alcance das checagens. A parceria reúne o Projeto Comprova, “Fato ou Fake”, “Lupa”, “Aos Fatos”, “Boatos.org” e “e-farsas”.

O UOL Confere é uma iniciativa do UOL para combater e esclarecer as notícias falsas na internet. Se você desconfia de uma notícia ou mensagem que recebeu, envie para uolconfere@uol.com.br.

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