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Parentes de homem que atacou Bolsonaro não trabalharam com petista

Arte UOL/Reprodução
Imagem: Arte UOL/Reprodução

Anita Grando Martins

Colaboração para o UOL, em Florianópolis

01/04/2019 04h01

Uma mensagem que está cicrculando nas redes sociais afirma que trabalharam no gabinete da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) tanto a mãe quanto a irmã de Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante por ter dado uma facada na barriga do presidente Jair Bolsonaro.

Em uma das postagens mais compartilhadas, feita apenas com letras brancas em um fundo rosa no Facebook, pergunta-se por que "as mídias esquerdistas não comentam" o fato. Em outra, no Twitter, recomenda-se que "quem tiver dúvidas, é só verificar no site do Congresso e confirmar". Há publicações similares no WhatsApp e no YouTube.

FALSO: Familiares de Adélio não foram funcionárias de Maria do Rosário

O dado de que a mãe e a irmã de Adélio teriam trabalhado no gabinete de Maria do Rosário em Brasília foi desmentido pela assessoria de imprensa da deputada. Maria do Rosário também comentou o tema em seu perfil no Twitter.

Na área do site da Câmara dos Deputados em que é possível pesquisar sobre os servidores ativos e inativos, não aparece o nome da mãe de Adélio, Maria Bispo Ramos de Oliveira. Não há ninguém com o mesmo sobrenome de Adélio.

Hoje com 41 anos, Adélio perdeu a mãe e o pai quando jovem, de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo. A mãe era varredora de rua e o pai, gari. Na época da prisão, irmãos e sobrinhos que moravam em Montes Claros (MG), cidade natal de Adélio, não tinham "condições financeiras para viajar até Juiz de Fora e dar assistência" a ele.

Bispo foi preso logo após o atentado contra Bolsonaro e confessou o crime. Ele é réu em processo movido pelo Ministério Público Federal, mas a ação está suspensa devido a um impasse sobre o grau de sanidade mental de Bispo, após laudos divergentes.

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