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'Conselho mundial' mente ao dizer que vacina contra covid é experimental

7.jan.2021 - Site de entidade de médicos antivacina batizada como "Conselho Mundial de Saúde" divulga informação falsa de que vacinas contra a covid-19 são experimentais - Reprodução/World Council for Health
7.jan.2021 - Site de entidade de médicos antivacina batizada como "Conselho Mundial de Saúde" divulga informação falsa de que vacinas contra a covid-19 são experimentais Imagem: Reprodução/World Council for Health

Letícia Mutchnik

Do UOL, em São Paulo

07/01/2022 13h26

É falso que as vacinas contra a covid-19 sejam experimentais, como diz um link que circula no WhatsApp e nas redes sociais pelo menos desde o fim de dezembro. A alegação incorreta está na página do autodenominado World Council for Health (Conselho Mundial de Saúde, em tradução livre), uma entidade formada por médicos antivacina, e foi compartilhada mais de dez mil vezes no Facebook na última semana.

"O Conselho Mundial de Saúde pede o fim imediato das vacinas experimentais da covid-19", diz o post que circula no WhatsApp junto com o link e cujo conteúdo foi enviado por um leitor ao UOL Confere via email (uolconfere@uol.com.br).

Segundo comunicado divulgado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 30 de setembro de 2021, as vacinas em uso no Brasil não são experimentais. Os imunizantes tiveram seus dados de eficácia e segurança avaliados e aprovados pela agência reguladora, com o uso dentro das indicações aprovadas.

"Todas as vacinas em uso no Brasil tiveram condução de estudo de fase três de pesquisa clínica e já encerraram esta etapa", afirma o comunicado.

Ainda de acordo com a Anvisa, nenhuma vacina em uso no país foi dispensada de apresentação de dados de fase três da pesquisa clínica. "Outros estudos adicionais podem e são conduzidos para aspectos específicos, como exemplo ampliação de público", diz a agência.

Médicos listados como especialistas no site da organização já tiveram declarações sobre a pandemia de covid e a vacinação contra a doença desmentidas por veículos de comunicação e órgãos governamentais. Alguns deles são Byram Bridle, Geert Vanden Bossche, Dolores Cahill, Ryan Cole, Robert W. Malone, Peter McCullough, Michael Yeadon, Wolfgang Wodarg e Vladimir Zelenko.

No Facebook, o link com a informação falsa sobre vacinas "experimentais" acumulava cerca de 25 mil interações (curtidas, comentários e compartilhamentos) até o começo da tarde de hoje (7), entre elas mais de 12 mil compartilhamentos, segundo dados da plataforma de monitoramento Crowdtangle.

Esta checagem foi feita após uma sugestão enviada via email por um leitor do UOL Confere. Quer sugerir uma checagem? Mande para uolconfere@uol.com.br

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