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Em dez anos, presença de computadores nos domicílios mais que triplica, mas ainda não chega a 40%

Do UOL, em São Paulo

27/04/2012 10h00

O número de bens duráveis dentro das casas dos brasileiros cresceu na última década, como mostram novos dados do Censo 2010 divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O destaque fica por conta do computador, cuja presença em domicílios mais que triplicou, subindo de 10,6% para 38,3% --o número, contudo, revela que nem metade das casas do país tem o bem.

Pela primeira vez, o acesso à internet foi contabilizado e, de acordo com o Censo, 30,7% dos domicílios tinham acesso à internet.

A pesquisa também mostra que geladeiras e TVs estão presentes em mais de 90% dos domicílios. O rádio foi único item a apresentar queda, embora permaneça em mais de 80% das casas.

Máquinas de lavar também apresentaram crescimento: em 2000, estavam em 32,9% dos domicílios, contra 47,3% em 2010.

Embora, de modo geral, os domicílios de hoje possuam mais bens duráveis do que na última década, ainda existem diferenças gritantes entre as regiões. A proporção de domicílios com máquina de lavar na região Sul, por exemplo, chega a 65,6%, enquanto no Nordeste esse índice é de 19%. Também é significativa a diferença em relação à posse de automóvel de uso particular: enquanto o Sul somava 56,6%, o Norte tinha apenas 19,4%.

Em relação ao microcomputador, o Sudeste tem 48% de domicílios com o item; já o Norte soma apenas 22,7%. A diferença continua quando são considerados os domicílios com computador que acessa à internet: o Sudeste tem 39,6% e o Norte, 15,4%.

Ainda segundo a pesquisa, predominam no Brasil os domicílios particulares permanentes (99,8%), do tipo casa (88,7%), domicílios próprios (73,3%) e uma média de 3,3 moradores por residência ante um índice de 3,79 do censo anterior, realizado em 2000.

Telefone fixo e celulares

Os avanços na área da telefonia, segundo o IBGE, motivaram uma pesquisa separada sobre telefones fixos e celulares dos demais bens. No caso da telefonia fixa, em uma década, o número de domicílios com linha telefônica instalada variou pouco, de 39,7% a 40,8%. Já a proporção de casas só com telefone celular chega a 47,1%. Quando são considerados os domicílios com telefone fixo ou telefone celular ou ambos, o número chega a 87,9%.

O Sudeste é a única região a não superar 50% de domicílios somente com celular. Nas demais, o número é superior, com destaque para o Norte e o Centro-Oeste, com as mais altas proporções: 57,9% e 57,4%, respectivamente.

Qualidade das habitações

Uma novidade do IBGE nesse quesito foi incluir perguntas sobre a existência ou não de revestimento nas paredes dos domicílios, uma característica que discrimina a qualidade da habitação, segundo o instituto. A inclusão foi motivada pelo crescimento, nas últimas décadas, do número de domicílios com paredes externas ou de alvenaria.

O resultado mostrou que, em 2010, 97,8% dos domicílios no Brasil tinham as paredes externas construídas com algum tipo de material durável, com predomínio de alvenaria com revestimento (80%). A unidade federativa que mais apresentou moradias com essa característica foi o Distrito Federal (92,1%), seguido da Paraíba (89,6%) e do Rio Grande do Norte (89%). Nos Estados do Sudeste, as proporções ficaram acima de 88%.

As regiões Norte e Sul, com as mais baixas proporções de domicílios de alvenaria com revestimento (47,9% e 67,7%, respectivamente), eram as que mais utilizavam madeira aparelhada para a construção das paredes externas (30,6% e 23,1%, respectivamente). No Acre, mais da metade dos domicílios (54,7%) utilizavam este material, seguido por Rondônia (47,5%). No Sul, as proporções ficaram acima de 20%, sendo as mais altas encontradas em Santa Catarina (26,6%).

Segundo o IBGE, o uso desse material é explicado pela combinação de produto disponível e de tradição cultural dessas regiões.

Censo 2010

Participaram do Censo 2010 cerca de 190 mil recenseadores, que visitaram os 5.565 municípios brasileiros entre 1º de agosto a 31 de outubro de 2010. Os primeiros dados da pesquisa, que identificou uma população de 190 milhões de brasileiros, foram divulgados em abril de 2011. Ao longo de 2012, serão produzidos novos resultados, apresentados em volumes temáticos.

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