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Força Nacional transfere 40 líderes das cadeias de SC, mas ataques continuam

Avião da Força Aérea aterrisa em Florianópolis (SC) - Charles Guerra/Agência RBS
Avião da Força Aérea aterrisa em Florianópolis (SC) Imagem: Charles Guerra/Agência RBS

Renan Antunes de Oliveira

Do UOL, em Florianópolis

16/02/2013 09h16Atualizada em 16/02/2013 12h38

A Força Nacional de Segurança Pública transferiu neste sábado (16) 40 líderes da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense) de seis cadeias de Santa Catarina para presídios federais de segurança máxima fora do Estado, mesmo assim a violência continua na região.

Entre 18h de sexta e 7h de sábado, ocorreram cinco novos ataques. Com isso, subiu para 106 o total de ocorrências registradas desde 30 de janeiro, quando teve início a atual onda de ataques, que já ocorreram em 32 cidades catarinenses. Em Balneário Rincão, bandidos tentaram queimar a casa da irmã de um policial civil. Três ônibus foram incendiados, em Chapecó, Campos Novos e Itapoá. Em São José, na Grande Florianópolis, motoqueiros passaram atirando na sede da Guarda Municipal. Nenhum dos incidentes teve feridos.

Os 40 presos foram retirados da cadeia de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, considerada a mais problemática por abrigar a cúpula do PGC, e de Joinville, Criciúma, Chapecó e Itajaí e levados por aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) para um presídio federal fora do Estado, que, segundo fontes da Secretaria de Segurança de Santa Catarina, seria o de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

O governador Raimundo Colombo disse após o término da operação, que durou 18 horas, que "foi quebrada a espinha dorsal do crime organizado em Santa Catarina". 

O PGC ordena ataques a ônibus e instalações policiais em busca de regalias dentro das prisões.

Na entrevista coletiva, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que "há mais vagas disponíveis para outras transferências" e que 25 pessoas já foram presas, "inclusive alguns advogados", como resultado de operações da Polícia Civil iniciadas às 4h deste sábado, em paralelo à remoção dos presos, cumprindo cem mandados de prisão de envolvidos com o crime organizado.

Cardozo anunciou ainda o início da "Operação Divisa", que visa a asfixiar financeiramente o crime organizado. "Trata-se de um cerco policial nas entradas de Santa Catarina por terra, mar e ar". Segundo ele, haverá barreiras fixas nas estradas e operações táticas, com veículos fiscalizando carros nas rodovias.    

A tropa federal chegou ao Estado na sexta-feira (15) para ajudar a polícia local no combate ao crime organizado, que comanda das cadeias os ataques.

Policiamento nas ruas

O reforço no policiamento ostensivo é evidente nas ruas. Os ônibus urbanos da capital recomeçaram a circular no horário normal de 6h às 23h, depois que a prefeitura e o governo do Estado reforçaram a escolta nas linhas noturnas.

Em Blumenau, um destacamento com cerca de 40 agentes da Força Nacional ocupou o presídio local na noite de sexta. Segundo o delegado Rodrigo Marchetti, dez presos da cidade deverão ser transferidos para presídios federais.

Outro destacamento está em Joinville, a maior cidade do Estado. O presídio local é considerado altamente problemático, porque foi ali que foram gravadas imagens de agentes do Deap (Departamento de Administração Prisional) disparando balas de borracha contra presos, incidente considerado um dos que deflagraram a onda de violência.

Um inquérito foi aberto para apurar a ação dos agentes, mas seu resultado ainda não é conhecido. (Com Agência Brasil)

Mapa de ataques em Santa Catarina

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