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Mulher é acusada de tatuar o filho e depois tentar apagar figura com ácido

Luciene Ramos Lima, 24, foi detida no último sábado (29), no bairro Marimbá, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte - Rayder Bragon/UOL
Luciene Ramos Lima, 24, foi detida no último sábado (29), no bairro Marimbá, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte Imagem: Rayder Bragon/UOL

Rayder Bragon

Do UOL, em Betim (MG)

31/03/2014 16h31

Uma mulher foi presa acusada de ter causado ferimentos com uma substância ácida no filho de um ano e oito meses. Segundo a polícia, ela tentava apagar uma tatuagem feita de maneira rudimentar na perna do menino.

Luciene Ramos Lima, 24, foi detida no último sábado (29), no bairro Marimbá, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte e onde o caso ocorreu no dia 18 do mês passado. A criança foi levada pela avó paterna a uma unidade de saúde da cidade, onde ficou internada por cinco dias.

Após a alta, ela foi entregue a uma família substituta pelo Conselho Tutelar do município. A acusada, conforme a polícia, fugiu após a descoberta do ferimento no menino. 

Segundo a polícia, a mãe, que tem passagem pela polícia por porte ilegal de arma, teria ficado com medo da repercussão entre a vizinhança e tentou apagar a tatuagem (que seria um coração envolvendo as iniciais YAS) com substância semelhante a um ácido.

Roberto Veran Braga, delegado da 2ª Delegacia de Betim, afirmou que a mulher foi quem fez a tatuagem no filho.

“O que se depreende dos autos é que ela tatuou a criança. O exame pericial mostra isso. Depois, ela tentou remover com ácido. Isso provocou uma queimadura na perna dela. Em seguida, ela abandona a criança com a avó paterna e some”, disse o policial.

Conforme, o delegado, os médicos que fizeram o atendimento à criança estranharam o ferimento e acionaram a Polícia Militar. Ainda de acordo com a investigação, o pai da criança está preso pelo crime de receptação e já não teria mais nenhum relacionamento com a acusada.

Braga afirmou que concluiu o inquérito e a indiciou pelo crime de tortura-castigo. Caso seja condenada, ela poderá cumprir uma pena de dois a oito anos de prisão e ainda poderá perder a guarda do filho. Ele não soube precisar o que significava as iniciais tatuadas na perna da criança.  “A mãe não demonstrou nenhum remorso”, afirmou.

Moto

Luciene Lima, que afirmou ter mais dois filhos menores de idade, conversou com a imprensa e negou ter feito a tatuagem e a subsequente tentativa de apagá-la com ácido.

Segundo ela, a perna da criança não foi tatuada, mas as letras surgiram após o menino ter encostado a perna em um cano de descarga de uma moto.

“Eu tenho certeza absoluta que eu não fiz tatuagem nenhuma com o meu filho. Ocorreu de ter acontecido um acidente com meu filho e o cano de uma moto. Surgiram as letras sim. Do jeito que ele queimou a perna no cano da moto, surgiram as iniciais da [marca da] moto na perna dele”, afirmou.

A mulher ainda afirmou não ter conhecimento de quem teria tentado remover a tatuagem da perna do filho.

O delegado classificou a versão dada pela acusada como fantasiosa. A acusada está presa por força de um mandado de prisão preventiva no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Centro-sul, em Belo Horizonte.

A avó paterna também conversou com os jornalistas e disse que, no dia que a criança foi internada, ela percebeu que o neto estava prostrado. A mulher ainda acusou a ex-nora de negligência com a criança.

“O meu neto estava queimando de febre quando eu fui buscá-lo na casa dela. Fomos para o hospital, e os médicos ficaram horrorizados com o ferimento”, disse.
A mulher fez um apelo no sentido de a criança ser devolvida a ela.

“Eu estou sem meu neto. A única coisa que peço é para o juiz devolver o meu neto. Porque ele tem avó e não precisa da mãe para cuidar dele”, declarou. 

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