Morre criança de 5 anos vítima de incêndio em creche de MG; já são 11 no total

Do UOL, em São Paulo

O corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que o menino Matheus Felipe Rocha Santos, 5, morreu na manhã desta segunda-feira (9). A criança é a 11ª vítima a falecer em decorrência do ataque incendiário em uma creche de Janaúba, cidade a 547 quilômetros de Belo Horizonte, na semana passada. Segundo informações oficiais, 23 pessoas ainda continuam internadas, sendo 19 crianças e quatro adultos.

Nove pessoas (sete crianças e dois adultos) estão internadas na Santa Casa de Montes Claros, a maior cidade do norte do Estado. Uma criança de três anos está no Hospital Universitário da cidade. Os outros 13 feridos (12 crianças e um adulto) estão no Hospital João 23 de Belo Horizonte. Muitos estão em estado grave.

Entre as vítimas que morreram, estão nove crianças e dois adultos: o vigia Damião Soares dos Santos, autor do ataque, e uma professora, Heley de Abreu Silva Batista, que defendeu e salvou crianças na tragédia.

No total, 23 vítimas do ataque receberam alta até agora.

Prefeitura vai demolir creche

A Prefeitura de Janaúba informou neste final de semana que vai demolir o imóvel onde funciona a creche alvo atacada.

A creche tinha capacidade para 82 crianças. O prédio foi interditado e, segundo a administração municipal, apenas nesta segunda (9) será definido o local onde funcionará a "creche provisória" até que um novo prédio seja construído.

De acordo com o prefeito Carlos Isaildon Mendes (PSDB), um memorial será construído no local da tragédia. Ele afirmou que ainda não há um custo estimado para as obras, mas que a nova creche deve ficar pronta em 80 dias e não terá investimento público – a prefeitura já recebeu mais de R$ 400 mil de doações em dinheiro, segundo a administração.

"Vamos dar a este lugar um novo ambiente, em que as crianças e professoras possam ser recebidas de forma acolhedora", disse o prefeito.

O Ministério Público Estadual em Minas Gerais abriu quatro procedimentos para investigar o caso. Os promotores querem saber:

  • se o vigia estava apto a trabalhar na creche
  • se o prédio tinha estrutura e um plano de combate a incêndio
  • se o dinheiro de doações vai ser aplicado corretamente
  • se as vítimas estão recebendo assistência adequada 

A Polícia Civil também investiga o caso e deve concluir o inquérito em até 30 dias.

O drama das famílias em Janaúba (MG)

 

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