Homem admite que matou menina de 12 anos no RN em vídeo feito pela polícia

Rafael Pezzo

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Polícia Civil-RN

O pedreiro Marcondes Gomes da Silva, de 45 anos, confessou à Polícia Civil do Rio Grande Norte, na noite desta quinta-feira (26), que matou Iasmin Lorena, de 12 anos. Em depoimento, o homem afirmou ter asfixiado a garota com um arame após ela se recusar a ter relações sexuais com ele. O crime aconteceu na comunidade África, próxima à Praia de Redinha, zona norte de Natal.

Os investigadores apresentaram um vídeo feito pela polícia, no qual o acusado detalha a ação. Na gravação, ele afirma que encontrou com a menina enquanto trabalhava em sua rua, e ambos começaram a conversar. "Falamos sobre medicina, que era o sonho dela. Depois, ficamos juntos uns 15 minutos e ela não quis aceitar meu pedido de namoro. Eu pedi um beijo, e ela disse que aceitava", afirma.

Na sequência, ele diz que voltou a receber uma negativa a um pedido de namoro. Então, afirma que "tudo aconteceu muito rápido". "Decidi pegar um cabo de freio de bicicleta, que estava no chão, e enforquei Iasmin", explica. Perguntado sobre os acontecimentos seguintes, ele assume que cavou um buraco e enterrou o corpo da vítima. A polícia investiga se houve relações sexuais, e se há o envolvimento de Gomes da Silva com outros casos de abuso sexual. 

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Desaparecimento e prisão

Iasmin foi dada como desaparecida no dia 28 de março, data do aniversário de Gomes da Silva e na qual ele afirmou ter cometido o crime. O assassinato aconteceu na casa em que o pedreiro trabalhava, situada na mesma rua onde Iasmin morava. Seu corpo foi encontrado nesta terça-feira (24) por um cão farejador, prontificando os esforços pela prisão do suspeito.

Preso na manhã desta quinta por um pelotão da Polícia Militar em Touros, cidade que fica a 85 km ao norte de Natal, o pedreiro foi encaminhado à capital durante a tarde. Lá, realizou exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), e prestou depoimento à delegada Dulcinéia Costa, da Delegacia Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente (DCA).

No depoimento, o pedreiro também confirmou que participou de ações para buscar a menina. Segundo a delegada, Gomes da Silva tentou atrapalhar a investigação, induzindo-a ao erro por meio de pistas falsas dadas ao Dique-Denúncia. "Ele também jogou as sandálias da adolescente em outros lugares, para desviar o foco", afirmou.

Gomes da Silva fugiu para o norte do estado para escapar das investigações. "Depois que vi as viaturas e o pessoal dizendo que tinham achado o corpo, voltei por uma outra rua. Fiquei sentado em uma obra, junto com uma cunhada e, lá pelas 19h, decidi sair". O pedreiro foi andando pela orla da praia até Touros, onde foi localizado pela Polícia Militar.

No início da noite desta quinta-feira (26), um boato nas redes sociais afirmava que a mãe da garota também estaria envolvida no caso. Em depoimento, Gomes da Silva afirma ter agido sozinho. Ele é corroborado pela investigação, que desmentiu o rumor.

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