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Caso Vitória Gabrielly: polícia pede prorrogação de prisão temporária de suspeito

Vitória Gabrielly desapareceu após passeio de patins no interior de SP - Reprodução
Vitória Gabrielly desapareceu após passeio de patins no interior de SP Imagem: Reprodução

Fabiana Marchezi

Colaboração para o UOL

19/06/2018 12h53

A Polícia Civil de Araçariguama, no interior de São Paulo, pediu à Justiça a prorrogação da prisão temporária do suspeito de envolvimento no caso da menina Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos. A informação foi confirmada ao UOL nesta terça-feira (19) pela delegada Bruna Madureira, responsável pela investigação. A menina foi encontrada morta na tarde do último sábado (16), oito dias após desaparecer ao sair de casa para andar de patins. A polícia ainda busca por outros suspeitos e investiga a motivação do crime.

Julio Cesar Lima Ergesse, de 24 anos, está preso temporariamente desde a última sexta-feira (15). O investigado é de Mairinque, município que fica a 20 quilômetros de Araçariguama. Ele trabalha como servente de pedreiro e disse à polícia que é usuário de drogas.

Os investigadores chegaram até ele após uma denúncia. Ergesse virou suspeito no caso depois de dizer que esteve com a menina no dia em que ela sumiu e apresentar várias versões diferentes em seus depoimentos. Junto com a prisão temporária do homem, a Justiça determinou, na sexta-feira (15), sigilo nas investigações.

Nesta segunda-feira (18), o suspeito foi levado à delegacia para prestar novo depoimento e teria voltado a afirmar que apenas pegou carona no carro de um casal que levava Vitória. A informação foi confirmada pelo advogado da família da vítima, Roberto Guastelli.

O carro citado por ele já foi periciado e não tem indícios de ter transportado a menina. O casal também voltou à delegacia nesta segunda e teve as digitais coletadas. Segundo o advogado Jairo Coneglian, que defende os dois, eles foram à delegacia para o procedimento e para buscar os telefones celulares que haviam sido apreendidos, mas já foram devolvidos. "O envolvimento deles está praticamente descartado. Não há nada contra eles, mas como acharam digitais nos patins na menina, eles foram chamados para coletar as digitais", comentou Coneglian.

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O advogado contou ao UOL que Julio Ergesse já trabalhou em uma obra com um de seus clientes, mas que não sabe por que ele cita o casal. "Já pedi para que a delegada solicite exame mental. Ele já deu pelo menos dez versões para o caso e nenhuma delas se sustenta", concluiu.

Investigações

Desde que a garota foi encontrada morta, a polícia passou a investigar também a possibilidade de envolvimento de alguém próximo à família da vítima no crime. Entretanto, nenhuma outra hipótese foi totalmente descartada. Segundo nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nesta terça-feira (19), a polícia "analisa imagens e realiza oitivas e diligências para identificar e prender os autores".

Os laudos preliminares da necropsia feita pelo Instituto Médico Legal de Sorocaba mostram que ela morreu asfixiada por esganadura e não sofreu violência sexual. "Pelo estado de decomposição do corpo, é possível que ela tenha sido morta no mesmo dia em que foi levada. Porém o laudo final ficará pronto em até 30 dias", disse o advogado da família.

Segundo informou a Polícia Militar, o corpo de Vitória foi localizado ao lado dos patins, em um matagal, numa estrada de terra, no bairro Caxambu, por volta das 13h, após uma denúncia ao 190. De com a Secretaria de Segurança pública, o boletim de ocorrência explica que um homem que coletava objetos recicláveis avistou o corpo da estudante na mata e chamou a PM.

Além dos patins que ela usava quando foi filmada pela última vez, por câmeras de segurança, chinelos, meias, dois pedaços de cadarços e um elástico de cabelo foram encontrados ao lado do corpo. Todos os objetos foram apreendidos e periciados. O corpo da menina estava de bruços, ela tinha uma meia na boca e estava com os braços e as pernas amarrados.

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