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Marido chamava advogada morta no Paraná por apelidos humilhantes, diz MP

Luis Felipe Manvailer foi preso em 22 de julho, suspeito de matar Tatiane Spitzner - Reprodução/Facebook
Luis Felipe Manvailer foi preso em 22 de julho, suspeito de matar Tatiane Spitzner Imagem: Reprodução/Facebook

Rafael Pezzo

Colaboração para o UOL

06/08/2018 20h50

Em denúncia oferecida nesta segunda-feira (6) pelo Ministério Público do Paraná pela morte de Tatiane Spitzner, os promotores usaram casos de violência doméstica seguidos e graves contra a mulher relatados por testemunhas para pedir a manutenção da prisão preventiva do Luís Felipe Manvailer, marido da vítima. Entre as situações mencionadas, estão a destruição de peça de roupa da qual ele não gostou e até ofensas e apelidos humilhantes, como "bosta albina".

Segundo o texto dos promotores, Manvailer, preso desde 22 de julho, "praticou todas as formas de violência familiar e doméstica contra Tatiane Spitzner". No documento, o MP alega violência psicológica ao citar que ele obrigava a mulher a fazer todos os serviços domésticos, não ajudava nas tarefas e a proibia de contratar uma diarista. 

Além disso, o homem também é acusado de violência patrimonial, por impedir que a vítima usasse o dinheiro que recebia do trabalho de forma livre, como para fazer compras. Em um episódio, ele chegou a rasgar roupas de Tatiane por não gostar delas.

No que foi classificado como violência moral, o inquérito policial apurou que, por diversas vezes, Manvailer insultava sua mulher e a chamava por apelidos humilhantes, como, por exemplo, "bosta albina", devido à sua cor de pele.

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O acusado também não teria aceitado o divórcio e teria ficado dias sem conversar com a mulher; quando não, chegou a expressar sentir "ódio mortal" e "nojo" dela.

Por fim, ele também foi denunciado por violência física, com agressões graves e em série, gravadas pelas câmeras de segurança, como "tapas, puxões de cabelo, empurrões, chutes, socos, golpes de artes marciais, que inclusive deixaram a vítima desacordada por aproximadamente dois minutos no dia do crime".

Segundo o Ministério Público, além destes comportamentos, também são indícios de que é necessária a manutenção da prisão de Luis Felipe Manvailer devido ao "comportamento extremamente agressivo e perigoso" que ele apresentou na execução dos crimes, pela "conduta intensamente violenta, cruel e brutal", por ter mexido "artificiosamente no local do crime" e por tentar fugir para o Paraguai.

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