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SP: Viaduto cede e bloqueia pista expressa da marginal Pinheiros

Do UOL, em São Paulo

15/11/2018 05h42Atualizada em 15/11/2018 13h36

A pista expressa da marginal Pinheiros, sentido rodovia Castelo Branco, está totalmente interditada na altura do Parque Villa-Lobos e próximo à ponte do Jaguaré, zona oeste da capital paulista, depois que um viaduto que faz parte da via cedeu na madrugada desta quinta-feira (15). Ninguém se feriu.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) pediu que os motoristas evitem a região, já que a interdição provocou reflexos no trânsito ao longo da manhã e início da tarde. Às 13h30, o tráfego na pista local, conforme a companhia, possuía 7,8 quilômetros de lentidão no sentido Castelo Branco.

Um desvio foi montando desde a ponte da Cidade Universitária para que os motoristas acessem a pista local. Homens da Polícia Militar e da CET estão no local para organizar o tráfego. Não há previsão para a liberação da pista.

O acidente ocorreu nas primeiras horas do feriado da República, o que ajuda a diminuir o impacto no trânsito já que há menos carros circulando. As marginais são as principais vias de São Paulo.

Pela manhã, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), visitou o local e afirmou que as obras de escoramento do viaduto devem durar todo o feriadão –até o próximo dia 20, Dia da Consciência Negra.

O viaduto que cedeu passa sobre os trilhos da linha 9-esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), mas a operação dos trens não foi afetada e ocorre normalmente nesta manhã, segundo informa a empresa.

A via cedeu cerca de dois metros sobre um canteiro de obras da CPTM, que estava fechado na hora do acidente, por volta das 3h30. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para acompanhar a ocorrência.

Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo
O viaduto cedeu cerca de dois metros sobre um canteiro de obras da CPTM Imagem: Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo

De acordo com a Defesa Civil Estadual, as placas do viaduto sofreram uma grande dilatação. O descolamento entre as partes da estrutura provocou um desnível e formou uma espécie de "degrau" de quase dois metros no viaduto. As autoridades ainda investigam as causas do ocorrido.

O secretário municipal de Mobilidade e Transportes da capital paulista, João Octaviano Machado Neto, foi ao local e disse que a fissura ocorreu em uma junta de dilatação do elevado, com causa ainda indeterminada. Segundo ele, um estudo será feito para apurar o ocorrido, sem previsão para liberação do trecho --que deverá ficar em obras nas próximas semanas.

Após a visita, o prefeito de São Paulo afirmou que não havia nenhum indício de que a queda parcial do viaduto poderia ocorrer. "Não havia nenhuma indicação de possibilidade de que isso acontecesse. 

“Não havia nenhuma indicação de possibilidade de que isso acontecesse. A prefeitura tem feito todo o trabalho possível de vistoria permanente, mas se qualquer técnico da CET constatasse irregularidades, avisaria a Secretaria de Obras e mandaríamos uma equipe. Aqui, não havia nenhuma anomalia ou sinal externo que pudesse indicar que isso aconteceria no dia de hoje”, afirmou Covas.

Ele completou: “Foi um problema pontual na viga. Agora, vai ser feito outro apoio para se deixar fazer peso nessa viga danificada.”

O secretário das Prefeituras Regionais de São Paulo, o engenheiro Marcos Penido, acompanhou Covas e reforçou que se tratou de uma “questão pontual” que não compromete o restante do viaduto.

"Neste momento, tudo indica que houve uma estabilização, uma acomodação [do viaduto]. Para evitar qualquer outro problema, nós vamos imediatamente entrar com o escoramento desse trecho da viga para que a gente possa, não só aliviar todo a carga que está no remanescente do pilar [de sustentação], como também dar segurança a todos os técnicos que irão entrar nesse ponto para refazer essa estrutura", declarou à GloboNews.