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Ministro promete a Doria viabilizar ferroanel em SP e privatizar Rio-Santos

Divulação/Edsom Leite/Ministério da Infraestrutura
10.jan.2019 - Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas (e), se reúne com o governador de Sâo Paulo, João Doria (PSDB) Imagem: Divulação/Edsom Leite/Ministério da Infraestrutura

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

10/01/2019 12h37Atualizada em 10/01/2019 13h19

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, recebeu na manhã desta quinta-feira (10) o governador de São Paulo, João Doria (SP) e prometeu viabilizar três projetos de transporte no Estado: o Ferroanel, o Trem Intercidades e a concessão da rodovia Rio-Santos.

"São projetos que nós vamos conduzir a quatro mãos, e que eu tenho certeza que serão muito bem-sucedidos", declarou Freitas, que classificou a reunião realizada em Brasília como "extremamente objetiva e produtiva".

Segundo o ministro, os empreendimentos serão tirados do papel com recursos privados. Ele explicou que o Ferroanel --Contorno Ferroviário da Região Metropolitana de São Paulo--, orçado em R$ 5 bilhões, será viabilizado a partir da renovação do contrato com a concessionária MRS Logística, que já opera no Estado.

Já para concretizar duas linhas do Trem Intercidades, para a região metropolitana de Campinas e do Vale do Paraíba, será realizada uma "licitação privada, onde vai haver compartilhamento das linhas que já existem". "A gente vai endereçar isso tecnicamente", disse Freitas.

De acordo com o chefe da Infraestrutura, existe capacidade para acomodar o trem de passageiros porque há uma quantidade pequena de trens de carga por dia.

Rio-Santos

A renovação da Rio-Santos, por sua vez, será feita dentro da nova concessão da Nova Dutra, via que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.

Para Doria, trata-se de "um modal muito importante, sobretudo para o turismo, nessa região do litoral norte de São Paulo e também uma ligação com o Rio de Janeiro, igualmente no âmbito do turismo".

"E não faz sentido que uma rodovia dessa, importante, não esteja concessionada e operada pelo setor privado, melhorando a sua eficiência, reduzindo o seu potencial de acidentes, e melhorando a funcionalidade também para irrigar uma indústria importantíssima como a do turismo, para a geração do emprego, renda e movimentação econômica", complementou.

"A gente agora vai construir os cronogramas", anunciou o ministro. Na saída do encontro, Doria elogiou a gestão "muito acelerada" da pasta. "Saímos daqui extremamente satisfeitos com a conduta do ministro Tarcísio", disse.

"Os próximos passos já estão definidos. Agora é obediência a prazos e dar sequência aos entendimentos", complementou o tucano, que foi ao ministério acompanhado de secretários, entre eles o da Fazenda, Henrique Meirelles, e da deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP).

Privatização da Ceagesp e "Vale do Silício" em SP

Em seguida, o governador foi ao Palácio do Planalto se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), a quem apoiou durante a campanha eleitoral.

Após o encontro, que durou cerca de uma hora, ele disse ter apresentado o projeto de privatização do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) ao presidente, que, segundo ele, respondeu positivamente. O órgão pertence ao governo federal.

O tucano explicou que a proposta é vender o espaço e alterar o endereço do centro de abastecimento para um local a ser adquirido, de três a quatro vezes maior, à beira de uma rodovia, para facilitar o escoamento de mercadorias para o Porto de Santos. "Já existem quatro alternativas. Nós não podemos declinar para não gerar especulação imobiliária", disse.

No local da atual Ceagesp, na Vila Leopoldina, em São Paulo, ele disse que será instalado o Centro Internacional de Tecnologia e Inovação, com o objetivo de criar ali uma espécie de "vale do Silício urbano" na capital paulista. O valor aproximado da área, de 700 mil m², é de entre R$ 3 bilhões a 4 bilhões, segundo Doria.