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Temporal no RJ mata mãe e filho: "Não deu tempo de salvá-los", diz familiar

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

07/02/2019 09h29

Dois dos cinco mortos em virtude do temporal que atingiu o Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (6), foram soterrados dentro de casa, em Barra de Guaratiba, na zona oeste da cidade. Isabel Martins da Paz, 56, e o filho dela, Mauro Ribeiro da Paz, 32, não resistiram aos ferimentos. As outras vítimas do temporal estavam na Rocinha (uma pessoa) e no Vidigal (duas pessoas).

Cunhado de Isabel, Ari Ribeiro da Paz, 61, mora em um imóvel acima da casa das vítimas e contou que os imóveis foram atingidos primeiro por uma árvore. Logo em seguida, a construção desabou, soterrando a cunhada e o sobrinho. Segundo ele, ao menos quatro árvores atingiram as residências localizadas na Estrada da Vendinha.

Quando a primeira árvore caiu, foi um sinal de alerta. Ela veio arrastando tudo. Saí imediatamente de casa, mas foi tudo muito rápido. Não deu para salvá-los. Acredito que estou vivo por um milagre

Ari Ribeiro da Paz, cunhado de Isabel Martins da Paz

O marido de Isabel, Aureo da Paes, e um outro filho do casal, Arthur Ribeiro da Paes, ficaram feridos e foram levados para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na zona oeste da cidade. Eles estão em estado estável.

De acordo ainda com o morador, a família estava na sala quando o imóvel desabou por volta de 20h50. O corpo de Isabel foi o primeiro a ser encontrado pelo Corpo de Bombeiros. Já o corpo de Mauro demorou mais de três horas para ser localizado no meio dos destroços. Segundo informações da TV Globo, o trabalho dos bombeiros terminou por volta das 5h desta quinta-feira (7).

Ao todo cinco pessoas morreram na cidade vítimas do temporal que fez a cidade amanhecer nesta quinta (6) em estágio de crise, o mais grave em uma escala de três em situações do gênero. Houve deslizamento de terra na comunidade do Vidigal, ruas e um hotel de luxo ficaram alagados, parte de uma ciclovia colapsou e árvores caíram. O prefeito Marcelo Crivella (PRB) decretou luto oficial de três dias.

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