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Polícia confirma que corpo achado em Mongaguá (SP) é de menina desaparecida

A menina Kauane Cristhiny Soares Rodrigues, de 6 anos - Arquivo de família
A menina Kauane Cristhiny Soares Rodrigues, de 6 anos Imagem: Arquivo de família

Luciana Quierati

Do UOL, em São Paulo

22/04/2019 18h07Atualizada em 22/04/2019 21h16

A Polícia Civil confirmou que o corpo encontrado no final da tarde de hoje é da menina Kauane Cristhiny Soares Rodrigues, 6, desaparecida desde a madrugada do dia 17 em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O corpo foi localizado com ajuda de cães farejadores em uma mata próxima à casa onde a menina morava.

Um suspeito, que seria morador de rua e não teve sua identidade divulgada, foi detido e presta depoimento agora à noite, segundo o delegado titular do 2º Distrito Policial da cidade, Francisco Antonio Wenceslau. Segundo ele, o homem confessou o crime e será autuado em flagrante.

Uma tia de Kauane, Sheila Aparecida Lira Soares, disse ao UOL por telefone que o suspeito é um rapaz que trabalha como cuidador de carros na avenida da orla, onde a família reside, e que ela o conhecia há cerca de duas semanas.

"No dia que ela sumiu, ele veio aqui e pediu para fazermos a barba dele. Demos comida, cobertor, e ele levou nossa menina", disse a tia, segundo quem o homem foi identificado por imagens de uma câmera de segurança. "A polícia mostrou para nós [o vídeo]. Dá para ver ele levando ela no colo."

Desaparecimento

Segundo a mãe da criança informou à polícia no dia 17, Kuane sumiu de dentro de casa enquanto dormia. Daiana Soares de Lira teria descoberto a ausência da filha quando foi até o quarto e não a viu na cama. A família mora em um restaurante desativado, que fica permanentemente aberto, porque não possui chaves e travas nas portas. Kauane tem três irmãos.

A polícia divulgou anteontem imagens do circuito de segurança de um prédio e de uma câmera da prefeitura, que seriam de Kauane atravessando a avenida em frente da casa sozinha. A família, que a princípio teria confirmado ser a menina, no mesmo dia voltou atrás e disse que não era ela, e sim um irmão, que estaria na companhia da mãe na orla da praia ainda antes do sumiço.

O caso causou comoção em Mongaguá e região da Baixada Santista. Um grupo criado no WhatsApp - e que na publicação deste texto contava com 248 participantes - se mobilizou para afixar cartazes com a foto de Kauane e ajudar nas buscas dentro e fora do bairro Parque Marinho, onde a família mora.

No fim de semana, a família recebeu uma ligação de alguém que dizia estar com Kauane na Bahia, mas, segundo o delegado, se tratava de um trote.

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