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Secretário: mortes causadas pela polícia devem subir até o fim do ano no RJ

O secretário da Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Vinícius Braga - Reprodução/TV Globo
O secretário da Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Vinícius Braga Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

21/08/2019 12h16

O secretário da Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Vinícius Braga, afirmou hoje que as mortes por ação policial cresceram e devem continuar aumentando até o mês de dezembro. Em entrevista ao "Bom Dia Rio", ele adiantou números sobre os crimes no estado que devem ser oficialmente divulgados pelo ISP (Instituto de Segurança Pública) nesta tarde.

O secretário não informou os números de mortes por policiais, mas falou sobre o aumento dos casos: "A tendência é subir até dezembro, porque as ações estão sendo feitas. Conforme a gente for trabalhando as investigações, a inteligência, a integração com a Polícia Militar, a tendência é abaixar. É um número alto, não é o número que a gente deseja", explicou.

Braga destacou a dificuldade que a polícia tem em trabalhar em favelas por causa da forte reação dos criminosos."São muitos fuzis. Essa política de confronto deles causa na polícia uma reação natural (de preservar) sua vida e a de terceiros", disse.

Segundo ele, foram registrados 2.392 homicídios de janeiro a julho deste ano -- no mesmo período do ano passado, foram 3.101 casos. O número é o menor desde 1991, disse ele.

Sequestro na Ponte Rio-Niterói

Questionado sobre o sequestro de um ônibus ontem na Ponte Rio-Niterói, Braga disse que a polícia ainda não tem muitos detalhes sobre o perfil do homem, que acabou morto na ação.

"A investigação começou ontem, não temos muitos detalhes do perfil dele, estamos trabalhando. São 30 dias para relatar o inquérito policial, até lá vou preferir manter o sigilo porque a princípio é uma situação isolada, mas a gente não pode descartar uma participação".

Segundo ele, tudo leva a crer que o homem, identificado como Willian Augusto da Silva, de 24 anos, teve um surto psicótico.

"Pela experiência que eu tenho, me parece um surto psicótico. Isso torna ele muito mais perigoso do que um criminoso comum, que sabe o que está fazendo", disse ele, que classificou a ação da polícia como "exitosa".

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