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PSL quer homenagear snipers que mataram sequestrador de ônibus

Atirador posicionado durante sequestro de ônibus com reféns na Ponte Rio-Niterói - Ricardo Cassiano/Estadão Conteúdo
Atirador posicionado durante sequestro de ônibus com reféns na Ponte Rio-Niterói Imagem: Ricardo Cassiano/Estadão Conteúdo

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

21/08/2019 10h10

As bancadas do PSL na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e na Câmara dos Deputados querem homenagear os policiais que participaram da ação que matou Willian Augusto da Silva, autor do sequestro de um ônibus com 39 pessoas, na manhã de ontem, na Ponte Rio-Niterói. Menos de 24 horas depois da execução do jovem de 20 anos, parlamentares do partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, já se mobilizam para enaltecer as equipes envolvidas na negociação considerada exitosa, nas duas casas legislativas.

Na assembleia do Rio, um projeto de autoria do deputado Filippe Poubel (PSL) pretende conceder a Medalha Tiradentes - a maior honraria do estado - aos três atiradores de elite da PM (Polícia Militar) mobilizados na ocasião. O requerimento já conseguiu o número mínimo de 12 assinaturas para que possa ser protocolado na Mesa Diretora da Casa Legislativa e será apresentado hoje, com requerimento de urgência para votação, de acordo com Poubel.

Além da concessão da Medalha Tiradentes aos snipers, o deputado quer que as duas equipes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) mobilizadas para a negociação de rendição de William sejam homenageadas com uma moção de aplausos pelos 70 deputados da Alerj. Toda a bancada fluminense do PSL (composta por 12 parlamentares) assina a coautoria do projeto.

Já em Brasília, uma moção de aplausos a todos os grupamentos policiais envolvidos na ação será votada hoje pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Apesar do desfecho da negociação, com a morte do autor do sequestrador, os parlamentares acreditam que os policiais devem ser homenageados e consideram a decisão do "abate" acertada, ainda que Willian não portasse uma arma de verdade e não estivesse fazendo reféns no momento em que foi alvejado.

."Os policiais foram verdadeiros heróis, colocaram as suas vidas à disposição da sociedade e nenhum inocente foi vitimado. A oposição vai reclamar, é claro, mas nós precisamos valorizar a nova política de segurança pública do estado", antevê Poubel.

Ontem, especialistas ouvidos pelo UOL em relação à decisão do sniper de efetuar o disparo que matou Willian afirmaram ser impossível dizer se o desfecho da negociação foi correto ou não, já que não pode-se concluir se o sequestrador estava rendido no momento em que deixou o ônibus.

Willian Augusto da Silva, 20, foi morto depois de mais de quatro horas de negociações. Autoridades de segurança e o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) afirmam que ele ainda ameaçava atear fogo no ônibus, no momento em que foi morto, com um isqueiro na mão. De acordo com seus familiares, o jovem sofria de transtornos psiquiátricos.

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