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TJ manda soltar suspeito por massacre de Suzano, mas ele continua preso

Beatriz Sanz e Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

19/11/2019 12h37

Resumo da notícia

  • TJ concedeu liberdade provisória a um dos quatro suspeitos presos
  • Em prisão preventiva por outro crime, o suspeito permanecerá preso
  • Além dele, outros três maiores de idade estão presos e um adolescente está apreendido

Apesar de o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) ter concedido liberdade provisória, em 12 de novembro, a Márcio Germano Masson, suspeito de envolvimento do massacre de Suzado, ocorrido na escola Raul Brasil, em março deste ano, ele continua preso, cumprindo prisão preventiva por outro processo, de porte ilegal de munição.

O crime ocorrido em Suzano deixou dez mortos, incluindo os dois jovens atiradores. Masson é acusado de participação no atentado por ter participação no repasse da arma de fogo usado no crime. Ele responde, indiretamente, por oito homicídios, onze tentativas de homicídio, além de porte ilegal de munição. Ele está preso na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.

No pedido feito à Justiça, o advogado de Márcio, Wendell Ilton Dias, alega que seu cliente "é proprietário de uma clínica, é casado, tem filhos, detém domicílio fixo, é primário e não ostenta maus antecedentes". Dias defende também que não há provas da participação de Márcio nos crimes.

Em outubro, em uma audiência, Márcio negou participação no crime. Outros três acusados de fornecer armas e munições também continuam presos. São eles: Adeilton Pereira dos Santos, Cristiano Cardias de Souza e Geraldo de Oliveira Santos. Um jovem de 17 anos também está apreendido, suspeito de ser o autor intelectual do massacre.

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As acusações contra os suspeitos

Geraldo de Oliveira Santos, 41, é apontado pela Polícia Civil como o homem que forneceu o revólver calibre 38 usado no massacre na escola. A negociação com os atiradores aconteceu por celular e através de perfis falsos no Facebook.

Sem passagem anterior pela polícia, Santos foi preso em Suzano, em maio, e teria usado um intermediário para vender o revólver ao jovem de 17 anos apontado como o líder do massacre, segundo a investigação.

Antes dele ser preso, os outros três já haviam sido detidos por negociar a arma e munições com os responsáveis pelo ataque. O primeiro foi o mecânico Cristiano Cardias de Souza, o Cabelo, 47. Ele já tinha passagem por receptação de veículo.

No dia seguinte à prisão de Cabelo, foram presos os outros dois: o vigilante particular Adeilton Pereira dos Santos e o comerciante Geraldo Oliveira dos Santos, que teriam sido responsáveis por vender munições.

O primeiro foi pego no Jardim Helena, zona leste de São Paulo, e também foi preso em flagrante por estar com um revólver com a numeração raspada na ocasião.

Já o segundo foi detido em Heliópolis, na zona sul da capital. As prisões dos suspeitos aconteceram após a Justiça decretar prisão temporária por 30 dias. Atualmente, eles estão em prisão preventiva, sem prazo para terminar.

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