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Corpo encontrado queimado em carro em São Roque é de motorista desaparecida

A motorista de aplicativo Amanda Pereira Agostinho Giovannetti - Reprodução/Redes sociais
A motorista de aplicativo Amanda Pereira Agostinho Giovannetti Imagem: Reprodução/Redes sociais

Felipe de Souza

Colaboração para o UOL, em Campinas (SP)

23/01/2020 12h49

O corpo encontrado dentro de um carro queimado em uma estrada de São Roque (a 70km de São Paulo) é da motorista de transporte por aplicativo Amanda Pereira Agostinho Giovannetti, de 29 anos, desaparecida desde 15 de janeiro. A identificação foi confirmada pela Polícia Civil, após resultado de exame de DNA.

A família de Amanda recebeu a notícia na manhã de hoje. O namorado dela, Adalberto Junior da Luz Souza, 27, conversou rapidamente com o UOL. Disse que todos ainda estão em choque, mas "aliviados" por agora ter certeza de que o corpo é da jovem.

A expectativa era de que o laudo ficasse pronto em 90 dias, devido ao estado em que o corpo foi localizado. Mas graças ao apelo dos familiares e para que as investigações pudessem prosseguir, o resultado foi adiantado e saiu em uma semana.

O corpo de Amanda foi liberado hoje. Ainda não há horário definido para velório e enterro. "Nós só queremos justiça. Queremos saber quem tirou a vida dela", cobra Souza.

O desaparecimento

Amanda saiu de Limeira (SP) dizendo para a família que iria fazer uma corrida até São Paulo para levar uma mulher que ia a uma consulta médica e que, durante o tempo de espera, atenderia alguns chamados por lá. Na manhã do dia 15, ela deixou a cidade com o carro da mãe, que era usado para as corridas. Por volta das 9h, não respondeu mais às mensagens do namorado e da mãe.

"Ela tinha feito chamadas de vídeo comigo na noite anterior e na manhã que ela desapareceu. Ela estava tão carinhosa, tão sentimental. Parecia até que estava se despedindo", recorda o namorado. O último contato entre eles foi às 7h13, quando ele — que estava em Guarujá (SP) — saiu para trabalhar.

A Polícia Civil de São Roque encontrou o carro dela depois que uma testemunha que passava pela Estrada Estrada Ernesto Stokler de Lima, no bairro São João Velho, viu o veículo em chamas. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária foram acionados. Dentro, encontraram o corpo carbonizado.

No dia seguinte (15), a mãe e o padrasto de Amanda, que moram em Santos (SP) foram até o IML de Sorocaba (SP), para onde o corpo foi levado. Segundo os familiares, ela não conseguiu entrar por causa do estado de choque. Foi ele quem reconheceu alguns objetos encontrados parcialmente queimados — relógio, corrente e o celular, que também foi danificado.

Investigação ainda segue sem pistas

A perícia confirmou que a motorista foi atingida por três disparos de arma de fogo. Uma cápsula de uma pistola semiautomática foi encontrada no local do crime. O resultado do exame de balística, para tentar identificar qual calibre foi usado, ainda não ficou pronto.

A Polícia Civil pediu para o aplicativo 99, para quem Amanda prestava serviços, detalhes das últimas corridas realizadas pela motorista. Em nota, a empresa informou que a última corrida da jovem "aconteceu no dia 14 de janeiro e terminou sem intercorrências. Assim, não há indícios de que estava em corrida pela plataforma no momento do ocorrido". A companhia segue colaborando com as investigações.Imagens de câmeras de segurança de chácaras na estrada onde o carro foi encontrado e vias próximas também foram solicitadas. O UOL apurou que os investigadores já analisaram algumas delas, mas ainda não encontraram informações relevantes que ajudem no esclarecimento do crime.

Cotidiano