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Brasileiro morre na Europa e família precisa de R$ 54 mil para trazer corpo

Loversi de Castro Junior, 31, morreu em Portugal depois de cair de uma altura de 19 metros enquanto trabalhava na instalação de painéis solares - Arquivo pessoal
Loversi de Castro Junior, 31, morreu em Portugal depois de cair de uma altura de 19 metros enquanto trabalhava na instalação de painéis solares Imagem: Arquivo pessoal

Simone Machado

Colaboração para o UOL, em São José do Rio Preto (SP)

17/09/2020 20h33

O brasileiro Loversi de Castro Junior, 31, morreu em Portugal depois de cair de uma altura de 19 metros enquanto trabalhava na instalação de painéis solares. O acidente aconteceu na sexta-feira (11) e desde então a família tenta arrecadar recursos para trazer o corpo dele para ser velado e enterrado em Guarujá, litoral de São Paulo, onde vive sua família.

De acordo com Kathlenn Castro Gomes, irmã da vítima, o acidente teria acontecido enquanto Junior trabalhava em um imóvel na cidade de Mangualde, no distrito de Viseu. Junior teria subido em um telhado para instalar um painel solar e a telha em que ele estava apoiado quebrou. Ele não estaria usando equipamentos de segurança.

"A gente sabe muito pouco do que aconteceu porque os rapazes que trabalhavam com ele disseram que não viram o acidente, apenas ouviram um grito. O socorro foi chamado, mas quando chegou ele já estava sem vida", relata Kathlenn.

Ainda segundo ela, a empresa exigia que os funcionários usassem equipamentos de segurança, mas naquele dia Junior estava sem o capacete e o cinto de proteção.

"Meu irmão tinha pedido para sair mais cedo para ir ver um apartamento para ele morar com minha cunhada. O que os rapazes que trabalham com ele contam é que ele estava saindo quando o supervisor pediu para que ele subisse novamente no telhado e terminasse um serviço. O encarregado viu que ele estava sem o equipamento e o deixou subir mesmo assim", alega a irmã da vítima.

Desde então a família tenta trazer o corpo do instalador para o Brasil. O corpo de Junior está em uma funerária portuguesa aguardando o pagamento de cerca de 9 mil euros, cerca de R$ 54 mil, para ser transportado ao Brasil.

Família faz vaquinha entre amigos

Kathlenn relata que a família não tem o dinheiro para pagar pelo traslado, por isso está fazendo uma vaquinha e pedindo a colaboração das pessoas para arrecadar recursos.

"Não criamos uma vaquinha online porque o dinheiro demoraria uns 30 dias para ser liberado e não podemos esperar tanto. Estamos arrecadando com amigos e moradores aqui de Guarujá, e minha cunhada está arrecadando com os amigos deles em Portugal. Só queremos dar um enterro digno ao meu irmão", diz.

De acordo com os familiares, Junior e a esposa se mudaram para Portugal há 10 meses em busca de uma vida melhor. Eles venderam tudo o que tinham no Brasil para realizar o sonho. Neste mês, o instalador completaria quatro anos de casamento.

"Eles estavam bem em Portugal, trabalhando e conquistando o espaço deles. Era o sonho dele morar fora e ele estava feliz lá", acrescenta Kathlenn.

A RO7 ENGENHARIA, para a qual o Junior trabalhava, afirma que está prestando assistência à família da vítima. Segundo eles, o instalador tinha um seguro acidente, arcado pela empresa, no valor de 15 mil euros, aproximadamente R$ 93 mil reais. A empresa informa, ainda, que está resolvendo questões burocráticas e, por isso, o dinheiro ainda não foi liberado. A liberação deverá ocorrer na próxima semana.

A empresa explicou também que o acidente envolvendo o trabalhador está sendo investigado pelas autoridades locais para apontar os responsáveis.

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