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AP: Sob protestos, ministro diz que energia voltará ao normal até dia 26

19.nov.2020 - Moradores fazem protesto em Macapá contra a falta de energia - Rudja Santos/SOS Amapá
19.nov.2020 - Moradores fazem protesto em Macapá contra a falta de energia Imagem: Rudja Santos/SOS Amapá

Gabriel Dias

Colaboração para o UOL, em Macapá

19/11/2020 19h43Atualizada em 23/11/2020 19h47

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou hoje (19) que o fornecimento de energia no Amapá deverá começar a voltar ao normal no sábado (21) e que será 100% restabelecido até o dia 26 de novembro, com a conclusão da instalação do transformador na subestação de Macapá.

"Acreditamos que no sábado agora o fornecimento de energia deve ser aumentado progressivamente, e que até o dia 26 a população do Amapá terá energia de volta à normalidade e com muita segurança energética", afirmou o ministro.

O ministro desembarcou na tarde de hoje no Amapá sob protestos de moradores contra a falta de energia. Ele está na capital do estado, Macapá, para acompanhar os serviços de restabelecimento de energia após um novo apagão geral que deixou 13 cidades no escuro na última terça-feira (17).

Albuquerque chegou acompanhado por secretários do ministério, representantes do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

A comitiva foi recebida por cerca de 50 manifestantes na entrada do aeroporto Alberto Alcolumbre, na região central de Macapá, e acompanhada até a frente da subestação administrada pela LMTE, que pegou fogo no dia 3 de novembro, deixando 13 municípios sem eletricidade.

A manifestação foi convocada por centrais sindicais e teve a participação de professores, rodoviários, estudantes, dirigentes sindicais, entre outros. O ato pacífico foi acompanhado por um forte aparato policial da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e da PM (Polícia Militar).

Uma das manifestantes foi a servidora pública, Heluana Quintas, 37, que afirmou ao UOL que a manifestação na presença do ministro é muito importante para expor a indignação do amapaense com a situação do estado.

"É preciso que as autoridades deem respostas seguras acerca da solução para o apagão do Amapá. Informações provisórias e desencontradas revelam um profundo descaso do governo federal desde o momento, em que o primeiro gerador queimou e não houve fiscalização para o cumprimento das medidas preventivas adequadas", comentou.

De acordo com a PM, desde o início do apagão já foram registrados mais de 100 protestos contra a falta de fornecimento de energia.

Visita à subestação

Após desembarcar em Macapá, o ministro e sua comitiva seguiram para a subestação administrada pela empresa LMTE, que pegou fogo no dia 3 de novembro causando um blecaute em 13 dos 16 municípios.

Lá ele acompanhou os trabalhos de montagem do que veio do Laranjal do Jari, município que fica a 265 quilômetros de distância de Macapá, e que vai solucionar em definitivo o problema no fornecimento de energia, já que as usinas termoelétricas que está sendo montadas pela Eletronorte funcionarão de forma provisória.

A previsão da empresa é de que a montagem do transformador, que pesa cerca de 200 toneladas, seja concluída até o dia 26 de novembro. Além disso, um outro transformador deverá ser transportado de Boa Vista (RR) até Macapá, para dar a segurança recomendada para evitar novos blecautes.

A energia começou a ser restabelecida no dia 7, mas em regime de rodízio, com intervalos de 4 horas durante o dia e de 3 horas durante a noite.

Na última terça-feira, as mesmas cidades sofreram um novo blecaute, segundo a Eletronorte, causado por um desligamento na Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, que fornece parte da energia para o Amapá, por causa de "um evento externo à usina, provavelmente no sistema de distribuição de energia elétrica".

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