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Justiça manda prender 'rainha do crime' suspeita de assaltar 'crush' de app

Maria Angélica Macedo da Silva, 29, é conhecida como a "rainha do crime" - Reprodução
Maria Angélica Macedo da Silva, 29, é conhecida como a "rainha do crime" Imagem: Reprodução

Felipe Munhoz

Colaboração para o UOL, em Lençóis (BA)

27/01/2021 10h38

A Justiça de São Carlos (SP) decretou a prisão preventiva de Maria Angélica Macedo da Silva, 29, conhecida como "rainha do crime". Ela é suspeita de participar de um assalto depois de marcar um encontro com um 'crush' [pretendente] do Tinder, aplicativo de relacionamentos, no dia 15 de janeiro.

Segundo a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos, foram realizadas buscas, mas ela não foi encontrada e é considerada foragida.

A advogada de Maria Angélica, Luzia Helena Sanches, afirmou hoje ao UOL que a suspeita 'nega veementemente' a participação no crime e alegou que ela não se apresentou à polícia porque a defesa não pôde acompanhar, até agora, a cliente até São Carlos. A advogada reside a 39 km da cidade, em Itirapina.

Maria Angélica foi condenada pela Justiça por crimes de furto e, desde maio de 2019, cumpria pena de 2 anos e 4 meses em regime aberto, tendo que comparecer trimestralmente perante o juiz para comprovar residência fixa, trabalho e acompanhamento do processo de ressocialização.

Suspeita

De acordo com a polícia, no dia 15 de janeiro, um homem de 29 anos marcou um encontro com a suspeita pelo Tinder. Após se encontrarem, combinaram de ir de carro até um outro local, porém, no caminho, ela disse para darem carona para um amigo e depois outro. Neste momento, a vítima foi ameaçada com uma faca, acabou levemente ferida, mas conseguiu fugir ao pular do carro em movimento.

Ainda segundo a polícia, em seu depoimento, a vítima mostrou uma foto da suspeita, que foi identificada pelos policiais como a "rainha do crime".

"Deram prisão temporária de 30 dias. Fiquei sabendo [que acusaram ela por conta de uma foto] pela mídia. Não vi a foto. Será feito o reconhecimento presencialmente. Porque acusar uma pessoa de um crime por uma foto fica um tanto quanto suspeito. O reconhecimento por fotografia realizado no inquérito não é suficiente, por si só, para fundamentar uma condenação criminal. No caso em tela, foi decretada a prisão de Maria Angélica apenas pelo reconhecimento de uma foto", disse a advogada da suspeita.

A defesa de Maria Angélica ressaltou ainda que ela nunca utilizou nenhuma arma para cometer os crimes aos quais foi condenada.

"Ela nega estas acusações. Segundo as investigações, ela teria utilizado uma arma branca [faca] para ameaçar a vítima. Ela já foi presa, condenada e nunca se utilizou de algum tipo de arma. Ela foi solta depois de cumprir a pena, estava trabalhando com venda de suplementos e tinha feito duas entrevistas de emprego. Então, ela nega veementemente a participação neste caso. Ela só não se apresentou porque eu não pude ir para São Carlos. Ela tem residência fixa lá", afirmou Sanches.

Histórico

Maria Angélica foi presa em novembro de 2017, acusada de comandar roubos a mais de 15 casas de luxo. A jovem ganhou o apelido de "rainha do crime" por ostentar uma vida luxuosa nas redes sociais e pelo nível de escolaridade — é formada em educação física.

Em janeiro do ano seguinte, ela foi condenada a 9 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de tentativa de furto qualificado. Em maio de 2018, a pena foi suspensa e a jovem voltou para o regime fechado no presídio de Guariba (SP) por mau comportamento.

Em junho de 2018, recebeu outra condenação, desta vez, por furto a uma casa de São Carlos, com pena de 2 anos e 8 meses em regime fechado. No entanto, em março de 2019, ela conseguiu diminuir a pena para 2 anos e 4 meses em regime semiaberto.

Dois meses depois, passou a cumprir pena em regime aberto, tendo que comparecer trimestralmente perante o juiz para comprovar residência fixa, trabalho e acompanhamento do processo de ressocialização.

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