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2 meses

RJ: Major condenado por morte de Amarildo volta ao quadro de oficiais da PM

Desde dezembro de 2019, o major Edson Raimundo dos Santos conta com o benefício da liberdade condicional - Daniel Marenco/Folhapress
Desde dezembro de 2019, o major Edson Raimundo dos Santos conta com o benefício da liberdade condicional Imagem: Daniel Marenco/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

02/02/2021 12h09

A Secretaria de Estado da Polícia Militar do Rio de Janeiro recolocou o major Edson Raimundo dos Santos no quadro de oficiais da Polícia Militar na última quinta-feira (28). Ele foi condenado por tortura e desaparecimento do corpo do pedreiro Amarildo de Souza, crime ocorrido em 2013.

A volta do major ao quadro de oficiais do órgão, publicada no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (29), foi assinada pelo secretário da pasta, coronel Rogério Figueiredo de Lacerda.

O UOL questionou a PM do Rio de Janeiro, perguntando o motivo para o major condenado ter sido reincorporado ao quadro de oficiais. Em resposta, a corporação disse que "não há impedimento legal para que o referido oficial exerça função pública".

Ainda segundo a PM fluminense, antes de retornar ao quadro de oficiais, o major Edson estava em situação de "agregado" ao órgão policial, posição esta que o impedia de exercer suas funções.

Desde dezembro de 2019, o major da PM, que foi condenado a 13 anos e sete meses de prisão, conta com o benefício da liberdade condicional.

O caso do desaparecimento do pedreiro Amarildo aconteceu em julho de 2013 durante a Operação Paz Armada, que visava reprimir o tráfico na Rocinha, uma comunidade na zona sul do Rio.

Enquanto estava em um bar, Amarildo foi abordado por policiais e levado para averiguação à sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Rocinha, comandada pelo major Edson Santos.

Segundo as investigações sobre o caso, Amarildo foi torturado até a morte pelos policiais militares que, em seguida, ocultaram seu corpo — que jamais foi encontrado.

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