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RS: Polícia faz operação contra grupo que praticava extorsão e ameaças

Operação Outback cumpriu mandados contra organização criminosa que praticava extorsão e graves ameaças no RS - Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul
Operação Outback cumpriu mandados contra organização criminosa que praticava extorsão e graves ameaças no RS Imagem: Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul

Do UOL, em São Paulo

24/02/2021 11h27

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou uma operação hoje contra uma organização criminosa que praticava extorsão e ameaças.

Batizada de "Outback", a ação cumpre 39 ordens judiciais, sendo 31 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisões preventivas e quatro de prisões temporárias em sete municípios do estado do Rio Grande do Sul: Esteio, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Gravataí e Santa Cruz do Sul.

Seis pessoas foram presas até o momento, além de uma grande quantia em dinheiro, reais, dólares, ouro e esmeraldas apreendidos.

Segundo a polícia, a investigação começou em setembro de 2020, após denúncias, quando a organização criminosa começou a extorquir pessoas e cobrar valores altos de dívidas que não tinham legitimidade.

O material nas denúncias apontou que por meio de mensagens de texto, áudio e chamadas telefônicas feitas Whatsapp, uma facção com berço no Vale dos Sinos exigiu valores altíssimos das vítimas sob o pretexto de terem comprado dívidas.

Os suspeitos ameaçavam as vítimas e seus familiares.

De acordo com as autoridades, as ameaças eram relacionadas a diversos tipos de cobranças que são impossíveis de serem pagas. Uma vítima que em tese teria intermediado um negócio que não foi bem sucedido teve uma "suposta" dívida de mais de R$ 30 mil transformada em mais de R$ 250 mil.

Com as pressões e ameaças, muitas vezes os pagamentos eram feitos.

"Verificou-se também que diversas ocorrências estariam relacionadas aos mesmos suspeitos. As ameaças, em ambos os casos, ocorrem utilizando-se de idêntico modus operandi, qual seja, de que dívidas, supostamente pertencentes às vítimas, seriam adquiridas por indivíduos que afirmam pertencerem a uma facção, e que, de propriedade de tais dívidas, procederiam à sua cobrança, mediante ameaças de tortura e morte dos familiares dos 'endividados', como forma de coagi-los ao pagamento", informou a polícia em comunicado divulgado.

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