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Bezerro nasce com duas faces em PE, no 2º caso no Nordeste em um mês

Ed Rodrigues

Colaboração para o UOL, em Recife

08/03/2021 13h55

Moradores de uma área rural de Surubim, no agreste pernambucano, foram surpreendidos pelo nascimento de um bezerro com duas faces. A suspeita é que o animal, que veio ao mundo na quinta-feira (4), tem uma anomalia conhecida como "duplicação craniofacial". É o segundo caso no Nordeste em cerca de um mês. Um espécime com a mesma característica nasceu em fevereiro na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte.

Pesquisadores do LDA (Laboratório de Diagnóstico Animal) da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) seguiram hoje até o agreste do estado para orientar o proprietário do animal sobre os cuidados especiais necessários na criação do bezerro.

O diagnóstico, segundo a UFRPE, ainda será confirmado. No entanto, de acordo com o professor Fábio Mendonça, coordenador do LDA, tudo indica que o animal nasceu com diprosopia.

"A incidência é maior nos bovinos em relação a outras espécies domésticas. Nos equinos e no homem, monstros duplos e gêmeos idênticos são extremamente incomuns. Enquanto nos ovinos, suínos, cães e gatos a condição não é rara de ser encontrada", disse ele, em entrevista por e-mail ao UOL.

O pesquisador explicou que os fatores que causam a duplicidade embrionária ainda são objeto de estudo. "Gêmeos unidos (monstros duplos) e gêmeos idênticos parecem ter a mesma origem e resultam de alterações do zigoto."

bezerro - Reprodução - Reprodução
Bezerro com má formação nasce com duas cabeças em Santa Cruz (RN)
Imagem: Reprodução

A causa da anomalia pode ser atribuída a defeitos nos genes das células germinativas. "Ou a influências ambientais que agem no desenvolvimento do feto e a hereditariedade encontra-se frequentemente relacionada", acrescentou Fábio Mendonça.

O bezerro de Surubim passará por avaliação. Ele segue sendo amamentado através de uma mamadeira. Caso seja confirmado o diagnóstico de diprosopia, o animal tende a ter um período de sobrevida curto.

"O animal está bem por enquanto. Mas não há garantia que irá sobreviver muito tempo", concluiu o pesquisador.

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