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Suspeito de oferta falsa de vacina alegou estar com covid em busca da PF

Apreensão realizada hoje na Operação Taipan - Divulgação / Polícia Federal
Apreensão realizada hoje na Operação Taipan Imagem: Divulgação / Polícia Federal

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

25/03/2021 15h25Atualizada em 25/03/2021 15h27

Suspeito de fazer ofertas falsas de vacinas contra coronavírus ao governo, o empresário Christian Faria disse aos agentes da Polícia Federal que estava com covid-19 no momento em que foi alvo de ação de busca e apreensão. Sem saber se ele possuía a doença ou não, os policiais redobraram os cuidados na procura por documentos, mídias, celulares e provas de , de acordo com fontes da corporação ouvidas pelo UOL.

Hoje, os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão ordenados por um dos juízes da 10ª Vara Federal de Brasília, Frederico Botelho.

Os policiais procuraram documentos em três empresas, uma delas a Biomedic, de Faria, e em endereços de quatro pessoas. As ações da Operação Taipan aconteceram em Paracatu (MG), nas proximidades de Brasília, e em Vila Velha (ES).

Faria é suspeito de oferecer 200 milhões de doses da vacina da Astra Zeneca, produzida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no combate à pandemia. Mas o Ministério da Saúde procurou o laboratório, que negou que fosse representada pelo empresário.

Apesar de o golpe ter sido mal sucedido, os delegados e agentes da operação entendem que outras prefeituras e governos estaduais poderiam ter sido enganados. Até o momento, porém, não há relato de fraude consumada.

A Astra Zeneca não prestou esclarecimentos ao UOL até o momento. A defesa de Faria não foi localizada. O processo corre em segredo de Justiça.

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