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SP: Polícia prende ex-PM suspeito de matar adolescente na zona sul em 2020

Ex-policial militar, Gilberto Eric Rodrigues estava sendo procurado desde junho do ano passado - Reprodução
Ex-policial militar, Gilberto Eric Rodrigues estava sendo procurado desde junho do ano passado Imagem: Reprodução

Gabriela Varella

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/05/2021 14h21Atualizada em 13/05/2021 14h49

O ex-policial militar Gilberto Eric Rodrigues, acusado de envolvimento no assassinato de Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, foi preso por policiais do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa). O caso aconteceu na noite do dia 14 de junho de 2020, no bairro de Americanópolis, na zona sul da capital paulista.

O jovem foi morto com um tiro na nuca e outro no rosto após ter sido sequestrado na madrugada de um domingo. Guilherme morava com a avó, e estava em frente à casa dela quando foi rendido por dois homens.

Além do ex-PM Gilberto Eric, o sargento da PM Adriano Fernandes de Campos está preso, desde junho do ano passado. Ele ainda aguarda julgamento.

Guilherme Silva Guedes, morto após ser sequestrado na Vila Clara - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Guilherme Silva Guedes, morto após ser sequestrado na Vila Clara
Imagem: Arquivo Pessoal

Eric foi encontrado em uma chácara em Peruíbe, na Baixada Santista, em São Paulo. "Nós estávamos monitorando havia cerca de um mês esse local", afirmou o delegado Marcelo Jacobucci, da Divisão de Homicídios do DHPP, ao UOL. A ação envolveu mais de 20 agentes do Departamento, um helicóptero e Grupo Especial de Reação da Polícia Civil.

O ex-policial teve a prisão temporária decretada pela Justiça em agosto do ano passado, mas não havia sido localizado pela polícia. Eric era um dos mais procurados pelo Departamento de Homicídios.

A Justiça de São Paulo tornou réus os dois envolvidos em agosto, após receber a denúncia do Ministério Público. No documento apresentado pelo promotor de Justiça Neudival Mascarenhas Filho, ele afirmou que os assassinos queriam se vingar de jovens que invadiram um terreno "matando o primeiro garoto que viram pela frente", para que "servisse de exemplo".

De acordo com o Ministério Público, na noite do dia 13 de junho, um dia antes do crime, alguns jovens entraram no canteiro de obras da empresa Globalsan Saneamento e Construções. O PM Adriano Campos era um dos responsáveis pela empresa de segurança Campos Forte Portarias, contratada pela Globalsan.

O sargento Adriano e ex-PM Gilberto Rodrigues, que se apresentava com o nome falso de "Roberto", deixaram o canteiro de obras para localizar os jovens que teriam entrado no local. Encontraram Guilherme, que não tinha relação com a invasão no canteiro. O adolescente foi sequestrado e executado a tiros.

O ex-PM Gilberto Eric estava foragido desde 2015 do presídio Romão Gomes. Ele cumpria pena por homicídios e chacinas na capital paulista, além de ser investigado por outros 49 assassinatos.

Na ocasião, a morte do adolescente revoltou a comunidade do bairro de Americanópolis e gerou protestos. Os moradores queimaram ônibus e chegaram a bloquear a avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, uma das principais da região.

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