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Caso Lázaro: Dia tem pistas, luz em ficha criminal e cela especial negada

Lázaro Barbosa é suspeito de matar quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia - Divulgação/Polícia Civil do Distrito Federal
Lázaro Barbosa é suspeito de matar quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia Imagem: Divulgação/Polícia Civil do Distrito Federal

Do UOL, em São Paulo

22/06/2021 22h52Atualizada em 22/06/2021 22h52

As buscas por Lázaro Barbosa, suspeito de assinar uma família em Ceilândia (DF), completaram hoje duas semanas ainda sem solução. Nesta terça-feira (22), um lençol foi encontrado em um possível abrigo antigo e a Justiça negou pedido de cela especial para a proteção do suspeito. Veja os principais fatos do dia.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, o lençol encontrado em um possível esconderijo de Lázaro será periciado para confirmar se ele foi ou não utilizado pelo foragido.

Enquanto isso, a juíza da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal não acatou o pedido da Defensoria Pública feito na sexta-feira (18) para que Lázaro tivesse uma proteção especial depois de preso.

No documento, a Defensoria pedia para que o homem tivesse sua integridade física garantida por meio de medidas como uma cela individual e a blindagem do investigado de abordagens da imprensa.

Ao negar o pedido, a magistrada afirmou que "os pedidos defensivos formulados para 'proteção especial à integridade física e mental e proteção contra qualquer forma de sensacionalismo e exposição vexatória' são deveras inoportunos, pois dependem da concretização de fatos futuros e incertos sobre os quais este Juízo não pode decidir".

As buscas reúnem uma força-tarefa com mais 270 homens das polícias civis, militares e federais. Porém, o efetivo de 20 agentes da Força Nacional de Segurança Pública, esperado desde a semana passada, ainda não chegou a Cocalzinho de Goiás (GO).

O reforço foi prometido na última quinta-feira (17) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ao secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda. A pasta diz não haver previsão de quando enviará os policiais.

A força-tarefa concentra agora as suas buscas no distrito de Girassol, área rural de Cocalzinho, como base. Foi lá que Lázaro foi visto pela última vez e onde a família dele mora. O cerco também conta com helicópteros e cães farejadores.

Ao menos 31 crimes

Enquanto foge da polícia, Lázaro aumenta a sua ficha criminal, já extensa. Desde a chacina de Ceilândia, seus crimes mais que dobraram, indo de 12 para 31, dos quais 19 foram cometidos apenas nos últimos sete dias.

São delitos em série, registrados a cada nove horas: cinco homicídios, três tentativas de assassinatos, quatro roubos e três atos de sequestro ou cárcere privado.

Tia diz que ele não agiu sozinho

Uma tia de Lázaro que não quis ser identificada disse que o sobrinho ligou para a mãe, que vive no interior da Bahia, após a morte da família em Ceilândia e contou que não agiu sozinho.

"Ele disse para mãe dele que não estava sozinho e disse para as pessoas que ele entrou nas casas depois. Ele mesmo vendo na televisão e dizendo: 'Tá vendo aquilo ali? Ali não foi eu sozinho, não'. Ele fala que a mãe dele perguntou pela mulher, ele fala: 'A mulher não está comigo, não foi eu quem pegou a mulher, quem pegou a mulher foram os outros', mas não se refere a quem", disse a mulher em entrevista ao programa "1º Jornal", da Band.

O UOL entrou em contato com a Polícia Civil do Distrito Federal mais cedo para apurar se as investigações apontam a participação de mais de uma pessoa na chacina. Em resposta, a 19ª DP disse que "não irá comentar sobre oitivas, declarações e demais instruções do inquérito policial para não prejudicar o trabalho de investigação em andamento".

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