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MG pede desculpa a artista confundido com 'maníaco' e preso por 17 anos

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) em encontro com o artistas plástico Eugênio Fiúza - Gil Leonardi/Imprensa MG
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) em encontro com o artistas plástico Eugênio Fiúza Imagem: Gil Leonardi/Imprensa MG

Do UOL, em São Paulo

24/06/2021 09h20

O artista plástico Eugênio Fiúza Queiroz, que ficou preso injustamente por mais de 17 anos, recebeu um pedido formal de desculpas do governador Romeu Zema (Novo).

Queiroz foi preso após ser confundido com o "maníaco do Anchieta", autor de crimes de estupro em Belo Horizonte na década de 1990. Zema pediu desculpas pessoalmente ao artista pela condenação e garantiu que o estado não irá recorrer da decisão judicial que estipulou a sua indenização.

"Fiz questão de conhecer e pedir desculpas pessoalmente pelos erros que o estado de Minas Gerais cometeu e que acabaram afetando a vida dele profundamente. Não há valor ou nada que pague estes anos que ele perdeu dentro de um presídio. É muito lamentável, foram vários erros, tanto do Poder Executivo quanto do Poder Judiciário, que acabaram desaguando nesta condenação dele", afirmou o governador.

Em abril deste ano, o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) manteve condenação do estado e estabeleceu em R$ 2 milhões o valor da indenização por danos morais. A Justiça já havia condenado em primeira instância o Executivo estadual. Segundo a Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG), desde 2016 o artista recebe pensão mensal no valor de cinco salários mínimos. A pensão vitalícia foi mantida por unanimidade no último julgamento do órgão.

O artista foi preso em 1995 após ser apontado por testemunhas como autor de estupros contra mulheres em Belo Horizonte. Ele foi condenado a 37 anos de prisão. O caso só começou a ser esclarecido em 2012, quando Pedro Meyer Ferreira Guimarães, o verdadeiro autor dos crimes, foi reconhecido por uma vítima, e foi encerrado em 2014, sendo que, na maior parte deste período, Queiroz ficou em regime fechado, totalizando 17 anos de prisão.

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